Prefeito instala gabinete de crise e mobiliza órgãos públicos para socorro da população; uma morte foi confirmada e serviços essenciais foram afetados na cidade
Em virtude dos estragos provocados pelas fortes chuvas na madrugada desta sexta-feira (24), o prefeito de Ribeirão Preto (SP), Ricardo Silva (PSD), oficializou a decretação de estado de emergência no município.
O termo possui validade estendida por 180 dias. A gestão municipal prevê a conclusão de um diagnóstico completo sobre os danos estruturais em até dez dias, documento que será encaminhado aos governos estadual e federal. Um gabinete de crise foi montado para gerenciar os trabalhos de contenção e assistência.
O temporaI, que durou cerca de meia hora, veio acompanhado por ventos intensos que atingiram marcas próximas a 70 km/h, conforme dados da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec). Até o momento, a tragédia deixa o registro de um óbito. Um homem de 82 anos faleceu enquanto dormia, após a estrutura de um galpão vizinho desabar sobre a sua residência.
Com a publicação da medida de emergência, uma série de ações extraordinárias passou a ter validade jurídica no município:
- Atuação integrada: todos os setores da administração pública municipal ficam submetidos à orientação do Compdec nas tarefas de auxílio às vítimas, organização urbana e reconstrução.
- Mobilização social: fica autorizada a chamada de voluntários e a criação de redes de doações comunitárias para prestar suporte aos atingidos.
- Ações de contenção de risco: profissionais de resgate e autoridades competentes têm permissão para adentrar imóveis particulares para salvamentos ou evacuações preventivas, além de poderem utilizar bens privados em episódios de perigo eminente, garantindo ressarcimento posterior em caso de danos.
- Responsabilidade dos agentes: integrantes dos órgãos de proteção que deixarem de cumprir os deveres atrelados à segurança pública responderão formalmente por eventuais omissões.
- Contratações simplificadas: fica liberada a dispensa de processos licitatórios para a aquisição de suprimentos urgentes e execução de obras que possam ser finalizadas em até 12 meses. O texto impede a renovação contratual ou a recontratação das mesmas empresas com base nesse mecanismo de exceção.
Até o momento, não há balanço oficial sobre famílias desabrigadas. Contudo, a prefeitura deixou as instalações da Cava do Bosque e unidades escolares preparadas para acolher os moradores que precisarem de abrigo temporário.
O Corpo de Bombeiros soma cerca de 250 chamados referentes a quedas de árvores em vias públicas. Embora os serviços de telefonia móvel e fixa tenham registrado oscilações, as centrais do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar seguem operando normalmente.
Fontes: G1 Ribeirão Preto – e CNN Brasil com créditos: Cidades Online – Jaboticabal e Região







