Médicos apontam a síndrome de Lázaro como uma das hipóteses, mas destacam que o intervalo de horas entre a declaração de óbito e o retorno dos sinais vitais torna o caso excepcional.
O caso do bebê Noah, declarado morto após o nascimento e encontrado vivo horas depois em uma funerária, em Rio Claro (SP), segue repercutindo e despertando o interesse da comunidade médica.
Especialistas ouvidos pelo Fantástico explicaram que uma das hipóteses discutidas é a chamada síndrome de Lázaro, fenômeno raro caracterizado pelo retorno espontâneo da circulação após o encerramento das tentativas de reanimação. No entanto, eles ressaltam que os registros conhecidos costumam ocorrer em poucos minutos, tornando o caso de Noah ainda mais incomum.
O recém-nascido sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e passou por mais de 40 minutos de reanimação. Após a constatação clínica da morte, o óbito foi comunicado à família. Horas depois, durante os preparativos para o sepultamento, funcionários da funerária perceberam que o bebê apresentava sinais vitais. Ele foi levado de volta ao hospital e, posteriormente, transferido para o Hospital das Clínicas de Bauru, onde permanece internado.
A Santa Casa de Rio Claro informou que todos os protocolos para confirmação do óbito foram seguidos e abriu uma investigação para esclarecer o episódio. Segundo o hospital, até o momento, não foram identificadas falhas nos procedimentos.
Enquanto especialistas buscam respostas para o caso, a família acompanha a recuperação de Noah com esperança. Após viver quase cinco horas de luto, os pais passaram a chamar o filho de “bebê milagre”.
Fonte: g1.globo.com







