Advogados e corretor são investigados por usar documentos falsos e pessoas vulneráveis em processos para assumir propriedades de terceiros
A Polícia Militar e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) prenderam temporariamente dois advogados e um corretor de imóveis suspeitos de participar de um esquema de fraude imobiliária em Campinas (SP). A Operação Dominus cumpriu três mandados de prisão e quatro de busca e apreensão.
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Piracicaba, o grupo recrutava pessoas em situação de vulnerabilidade para atuar como “laranjas”. Elas assinavam documentos e apareciam em processos judiciais sem, segundo as investigações, ter conhecimento sobre a finalidade das ações.
O corretor seria responsável por identificar os imóveis que poderiam ser alvo do esquema e também por localizar as pessoas usadas nas fraudes. Já os advogados protocolavam ações judiciais, incluindo processos de usucapião e despejo, para tentar dar aparência de legalidade à tomada das propriedades.
A investigação também aponta que cadastros públicos e registros de serviços como água e energia eram alterados. Proprietários legítimos teriam sido ameaçados para evitar que contestassem as medidas adotadas pelo grupo. Há ainda suspeitas de que testemunhas tenham recebido dinheiro para sustentar versões falsas durante os processos.
Durante as buscas, foram apreendidos documentos, celulares e computadores nas residências e no endereço profissional dos investigados. O material deverá ser analisado para identificar possíveis novas vítimas e outros integrantes do esquema.
Os presos foram encaminhados à 2ª Delegacia Seccional de Campinas. Eles são investigados por crimes como falsificação de documentos, falsidade ideológica, estelionato, fraude processual, ameaça, extorsão e associação criminosa. A defesa dos suspeitos ainda não havia sido localizada.
Fonte: g1.globo.com







