Gigante do varejo enxuga cerca de 28% de suas unidades físicas no país e desliga quase 2 mil funcionários para conter prejuízos bilionários e readequar a operação ao mercado digital.
O Grupo Casas Bahia deflagrou uma das maiores ofensivas de corte de custos de sua história recente. Em uma decisão que pegou o setor varejista de surpresa pela rapidez da execução, a companhia encerrou as atividades de 298 lojas físicas espalhadas pelo Brasil — o equivalente a cerca de 28,7% de toda a sua rede de atendimento. A medida foi acompanhada por uma nova onda de demissões que já atinge cerca de 1,9 mil trabalhadores, com projeções que podem chegar a 3 mil desligamentos ao final do processo.
Ao contrário dos ajustes gradativos implementados em anos anteriores, quando a empresa fechava poucas dezenas de pontos por ano, a operação concentrou grande parte dos cortes entre os dias 13 e 14 de agosto. Em diversos municípios, clientes e colaboradores foram surpreendidos ao encontrarem pontos comerciais de portas fechadas.
Presença física versus pressão financeira
A decisão reflete a necessidade urgente da varejista em conter a sangria financeira e ajustar suas despesas fixas. Apenas no primeiro trimestre de 2026, a Casas Bahia registrou um prejuízo líquido de aproximadamente R$ 1,1 bilhão — montante que mais do que dobrou as perdas observadas no mesmo período do ano anterior. Em 2025, o resultado negativo consolidado superou os R$ 3 bilhões.
| Indicador Financeiro / Operacional | Impacto Atual |
| Lojas Fechadas | 298 unidades (28,7% da rede) |
| Cortes de Pessoal | 1,9 mil empregados (potencial até 3 mil) |
| Prejuízo (1º Trimestre 2026) | R$ 1,1 bilhão |
| Desempenho Vendas Físicas | Queda de 1,8% |
| Desempenho Vendas Digitais | Crescimento de 26% |
A mudança nas preferências do consumidor e o alto endividamento das famílias brasileiras pesaram significativamente sobre o comércio de eletrodomésticos e móveis. Enquanto os pontos físicos vinham registrando recuo nas vendas, a operação de e-commerce de produtos próprios apontou alta de 26%, impulsionando o canal digital como nova prioridade estratégica da marca.
O efeito do juro e do crédito: mesmo após passar por um processo de recuperação extrajudicial em 2024 para renegociar cerca de R$ 4 bilhões em dívidas, as despesas financeiras elevadas e o encarecimento do crédito continuaram sufocando a margem operacional da empresa.
Mudança de calendário e planos futuros
Diante da escala das transformações operacionais, a Casas Bahia chegou a readequar a data de publicação do balanço financeiro do segundo trimestre para organizar a divulgação junto ao mercado.
O direcionamento atual visa reforçar o lema operacional de “volta ao básico”, enxugando custos estruturais complexos, negociando novos prazos de pagamento com fornecedores e renegociando condições em seu marketplace. A aposta agora foca na rentabilidade das lojas remanescentes e na consolidação do aplicativo e plataformas parceiras para atender à demanda consumidora.
Fontes: Redes sociais – Texto produzido com uxílio de IA







