Advogado afirma que coroinhas procuraram a Arquidiocese para relatar os casos, mas não teriam recebido o acolhimento esperado. Religioso é alvo de pedido de prisão preventiva.
A defesa das vítimas que denunciaram o padre Mário Reis da Silveira por crimes sexuais em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto (SP), criticou a atuação da Igreja Católica no atendimento às pessoas que relataram os episódios.
Segundo o advogado Felipe Silveira, as vítimas procuraram representantes da Arquidiocese em diferentes momentos para comunicar as denúncias, mas não teriam recebido o suporte necessário.
A Arquidiocese afirma que adotou as providências cabíveis após tomar conhecimento dos relatos, instaurou procedimentos internos e colaborou com as autoridades.
A Polícia Civil concluiu o inquérito e pediu à Justiça a prisão preventiva do padre, que está afastado das atividades desde março. A investigação apontou suspeitas de estupro de vulnerável e importunação sexual contra coroinhas.
Ao menos seis vítimas foram ouvidas. Segundo informações ligadas ao caso, a perícia em celulares do religioso encontrou mensagens e imagens de conteúdo íntimo envolvendo menores. O padre prestou depoimento por videoconferência e negou as acusações.
O Ministério Público agora avaliará se apresentará denúncia à Justiça. O caso tramita sob segredo de Justiça.
A defesa do padre afirma que o relatório policial não representa uma acusação formal nem prova de culpa e reforça a presunção de inocência. Já os advogados das vítimas dizem que acompanharão a análise do Ministério Público e cobrarão a responsabilização dos envolvidos.
Fonte: g1.globo.com







