Animais foram encontrados nas proximidades do Parque Estadual de Porto Ferreira e encaminhados para cuidados temporários após avaliação veterinária
Dezesseis gatos foram resgatados pela Polícia Militar Ambiental na segunda-feira (24), após serem encontrados em situação de abandono nas proximidades do Parque Estadual de Porto Ferreira. A responsável pelos animais recebeu uma autuação de R$ 54 mil por maus-tratos.
Segundo a Polícia Ambiental, os gatos e outros dois cães viviam anteriormente em uma residência de Porto Ferreira. O imóvel foi desocupado após uma determinação judicial decorrente de uma ação movida pelo proprietário. A decisão também estabelecia que os animais deveriam ser retirados do local dentro do prazo definido.
Após a desocupação, porém, os policiais constataram que os animais não haviam recebido uma destinação adequada. Os 16 gatos foram posteriormente localizados nas imediações do parque. Os dois cães que também estavam sob responsabilidade da mulher não foram encontrados.
Durante a abordagem, a responsável informou que teria cumprido a determinação judicial e entregue os animais a outras pessoas. Ela, entretanto, disse não saber quem teria recebido os gatos e não conseguiu esclarecer como eles foram parar nas proximidades do parque.
Uma médica-veterinária do Centro de Zoonoses Municipal avaliou os animais e apontou, conforme informado pela Polícia Ambiental, a ocorrência de maus-tratos.
Após o resgate, os gatos foram encaminhados pelo Centro de Zoonoses para uma voluntária, que passou a oferecer abrigo e cuidados temporários. Os animais permanecerão sob sua responsabilidade até que seja definida uma destinação permanente, com alimentação, assistência e atendimento veterinário.
A legislação brasileira determina que animais domésticos tenham acesso a condições adequadas de alimentação, abrigo, higiene e cuidados de saúde. O abandono pode ser enquadrado como prática de maus-tratos.
Para casos envolvendo cães e gatos, a legislação prevê pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa e proibição da guarda dos animais. Se houver morte do animal em decorrência da conduta, a punição pode ser agravada.
As autoridades reforçam que animais não devem ser deixados em ruas, terrenos, áreas rurais ou outros locais sem condições de proteção. Pessoas que não conseguem mais manter a guarda devem procurar órgãos públicos, entidades de proteção ou adotantes que possam assumir os cuidados de maneira responsável.
Em São Paulo, a Delegacia Eletrônica de Proteção Animal contabilizou 20.916 denúncias de maus-tratos em 2025, maior número registrado na série histórica.
Fonte: rca1.com.br








