Presidenciável do PSD muda o tom sobre episódios golpistas e e defendeu que a classificação dos fatos é “uma questão de interpretação”, além disso se eleito promete anistiar “os golpistas” especialamente Jair Bolsonaro
O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta quarta-feira (26) que não sabe se os episódios de 8 de janeiro de 2023 configuraram uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. Em declarações dadas durante sabatina promovida pelo “Grupo Globo”, o político relativizou as ações associadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e defendeu que a classificação dos fatos é “uma questão de interpretação”. As falas marcam um movimento de reaproximação de Caiado com o eleitorado bolsonarista.
Ao ser questionado por jornalistas se houve tentativa de golpe, Caiado justificou sua incerteza declarando que não estava presente no local. “Eu não sei. Eu não estava lá dentro. Eu não estava convivendo lá dentro”, argumentou.
O candidato buscou afastar o conceito tradicional de golpe das invasões aos Três Poderes, afirmando que associa ações golpistas à presença das “Forças Armadas” e questionando se mobilizações de movimentos sociais, como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), também não deveriam ser enquadradas como atentados similares.
Reiterando a promessa de conceder anistia geral caso seja eleito, o postulante do PSD declarou: “Eu vou anistiar todo mundo e ninguém vai falar nesse assunto mais”.
Apesar do tom conciliador em relação ao bolsonarismo na pauta do 8 de Janeiro, o tom de cobrança em relação a Flávio Bolsonaro permaneceu presente na sabatina. Caiado voltou a abordar as acusações sobre supostas negociações financeiras envolvendo o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a produção do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.
Para o candidato do PSD, a justificativa de Flávio de tratar o assunto como “página virada”, sem dar explicações detalhadas, representa “desrespeitar a inteligência do povo brasileiro“. Caiado ressaltou que não fez prejulgamentos e que concedeu “direito de defesa” ao senador do PL, mas cobrou transparência:
“Você não tem o direito de ser um candidato à Presidência da República e se negar a dar esclarecimentos nos quais você está envolvido. Você tem que esclarecer para o seu eleitor e para o cargo que você vai assumir.“
Fonte: Folha de S. Paulo – Texto e imagem produzidos com auxílio de IA







