Empresários da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) pedem mais impostos, mesmo que isso prejudique a maior parte da população mais pobres
A decisão de avançar com a manutenção da isenção do imposto federal para compras internacionais de até US$ 50 já provoca reação do setor industrial. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) manifestou preocupação com a medida e afirmou que ela pode ampliar a vantagem dos produtos estrangeiros diante da produção nacional.
Segundo a entidade, a diferença nas regras tributárias entre empresas brasileiras e fornecedores internacionais pode afetar investimentos, empregos e a capacidade de crescimento da indústria no país.
Dados citados pela Fiemg mostram que as compras realizadas por meio do programa Remessa Conforme movimentaram R$ 2,32 bilhões em julho, valor 71,31% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Em junho, o volume chegou a R$ 2,6 bilhões, representando uma alta de 101% em relação a um ano antes.
A federação ressalta que o crescimento não pode ser atribuído exclusivamente à alteração tributária, mas avalia que os números indicam uma aceleração das compras internacionais após a redução da cobrança.
Para Juliana Gagliardi, coordenadora da Gerência de Economia da Fiemg, é necessário garantir condições semelhantes de concorrência entre a indústria nacional e os produtos importados. Na avaliação da entidade, regras diferentes podem prejudicar a competitividade das empresas instaladas no Brasil.
A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, acertaram acelerar a tramitação da proposta que mantém a isenção do imposto federal para encomendas internacionais de baixo valor.
O debate sobre a chamada “taxa das blusinhas” envolve, de um lado, a defesa de preços mais acessíveis para consumidores que realizam compras em plataformas estrangeiras e, de outro, a preocupação da indústria brasileira com a concorrência de produtos importados.
Fonte: veja.abril.com.br







