Candidato à Presidência afirma que redução da jornada sem corte salarial pode elevar a informalidade e os custos para empresas
O candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, criticou a proposta que prevê o fim da escala 6×1 e defendeu a manutenção da jornada de trabalho de 44 horas semanais. A declaração foi dada nesta quinta-feira (27), durante entrevista ao jornal O Globo.
Para Renan, a discussão sobre a redução da jornada sem diminuição dos salários é uma medida “populista” e não enfrenta, segundo ele, problemas como a baixa produtividade dos trabalhadores e as dificuldades de infraestrutura urbana.
O candidato também afirmou que a mudança poderia provocar aumento da informalidade e reduzir a arrecadação destinada à Previdência Social, com possíveis impactos sobre as contas públicas. Na avaliação dele, garantir o acesso ao emprego deve ser uma das principais prioridades nas políticas trabalhistas.
Renan ainda citou possíveis consequências para o setor industrial. Segundo o presidenciável, empresas de segmentos com forte presença sindical poderiam ter aumento nos custos operacionais e perder competitividade no mercado internacional caso a jornada fosse reduzida.
Na avaliação do candidato, o país precisa discutir uma reformulação das regras trabalhistas. Ele defendeu a criação de um novo regime de trabalho que, segundo sua proposta, vá além do modelo do Microempreendedor Individual (MEI).
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1 deve entrar na pauta de votação do Senado Federal na próxima semana.
Fonte: metropoles.com







