Mais de 210 eleitores de Araraquara, Rio Claro e São Carlos estão aptos a utilizar o nome social nas eleições de 2026, garantindo maior respeito à identidade de cada cidadão.
Eleitores transexuais e travestis de Araraquara, Rio Claro e São Carlos se preparam para participar das eleições gerais de 2026 utilizando o nome social no título de eleitor. Nas três cidades, mais de 210 pessoas estão cadastradas para serem identificadas pelo nome com o qual se reconhecem.
Para muitos eleitores, a possibilidade representa uma importante conquista e contribui para evitar situações de constrangimento durante o exercício do direito ao voto.
Em São Carlos, o número de eleitores com nome social passou de 61 em 2022 para 84 em 2024 e chegou a 104 em 2026. Araraquara registrou crescimento de 54 para 61 e, posteriormente, 67 eleitores no mesmo período. Já Rio Claro passou de 46 em 2022 para 51 em 2024 e atualmente conta com 43 eleitores cadastrados com nome social.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite o uso do nome social nas eleições desde 2018. A medida possibilita que o eleitor seja chamado pelo nome que corresponde à sua identidade de gênero durante o processo eleitoral.
Além disso, mudanças na legislação facilitaram a alteração do nome e do gênero nos documentos oficiais. Desde 2022, o procedimento pode ser realizado diretamente em cartório, sem a necessidade de recorrer à Justiça.
Segundo orientação dos cartórios de registro civil, a pessoa pode solicitar a alteração por meio de autodeclaração. Após a mudança na certidão de nascimento ou casamento, os dados são encaminhados aos demais órgãos de identificação, incluindo a Justiça Eleitoral.
A possibilidade de ter os documentos de acordo com a identidade escolhida também representa uma conquista pessoal para muitas pessoas trans. A alteração permite que o nome adotado esteja presente em documentos oficiais e seja utilizado em diferentes situações do cotidiano.
Com o crescimento do número de eleitores que optam pelo nome social, a expectativa é de que cada vez mais pessoas possam exercer o direito ao voto com respeito à própria identidade e sem constrangimentos.
Fonte: g1.globo.com







