Mulher de 49 anos morreu em setembro; equipes de saúde realizam novas ações para identificar possíveis áreas com presença de carrapatos
A Secretaria Municipal da Saúde de Araras confirmou nesta quinta-feira (24) a quarta morte por febre maculosa registrada na cidade em 2026. A vítima é uma mulher de 49 anos, que apresentou sintomas avançados da doença e morreu no dia 13 de setembro.
Segundo a pasta, a paciente recebeu atendimento inicialmente no Hospital Pró-Saúde, foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e posteriormente transferida para a Santa Casa de Misericórdia.
Com a nova confirmação, Araras chega a quatro óbitos provocados pela doença neste ano. Entre as outras vítimas estão duas crianças, de 8 e 9 anos, que morreram em janeiro, e uma mulher de 52 anos, cuja morte ocorreu em agosto.
As equipes de Zoonoses e da Vigilância Epidemiológica estão conversando com familiares da vítima para levantar os locais frequentados por ela. A partir dessas informações, poderá ser realizada uma análise acarológica para verificar a presença de carrapatos em novas áreas.
Representantes da Coordenadoria de Controle de Doenças do Governo do Estado de São Paulo estiveram em Araras nesta quinta-feira (24) e permanecem no município até esta sexta-feira (25). O trabalho utiliza armadilhas com gelo seco, que liberam gás carbônico e atraem carrapatos. Um pano branco também é utilizado para facilitar a identificação dos animais.
Quando são encontrados carrapatos, as equipes verificam a espécie e adotam medidas de prevenção, como a sinalização dos locais. Avaliações semelhantes já foram realizadas em diferentes regiões do município em fevereiro.
Desde o início do ano, a Prefeitura afirma ter ampliado as ações de prevenção e combate à febre maculosa. Entre as medidas estão a roçagem e pulverização de áreas com mato alto, fiscalização de terrenos, apreensão de animais soltos e de grande porte e instalação de placas de alerta sobre a presença de carrapatos.
Sintomas e prevenção
A febre maculosa é uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida por carrapatos infectados. Os sintomas podem surgir entre dois e 14 dias após a infecção.
Os principais sinais são febre, dor de cabeça, náuseas e vômitos, diarreia, dor abdominal, dores musculares e manchas, inchaço ou vermelhidão nas palmas das mãos e nas solas dos pés.
Em caso de suspeita, a orientação é procurar atendimento médico o mais rápido possível e informar se houve passagem por áreas onde possam existir carrapatos.
A transmissão pode ocorrer em diferentes fases do ciclo de vida do carrapato, incluindo micuim, ninfa e adulto. Áreas de mata, locais úmidos, trilhas e regiões com folhas secas e gravetos acumulados são consideradas ambientes de maior risco.
Para quem precisar frequentar esses locais, a recomendação é utilizar botas, calças compridas e blusas de mangas longas, preferencialmente de cores claras, que facilitam a visualização dos carrapatos.
Fonte: rca1.com.br







