TJ-SP condenou hospital, Unimed e médico ao pagamento de R$ 250 mil por danos morais, além de pensão vitalícia e custeio de tratamentos.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou o Hospital São Paulo, a Unimed Araraquara e um médico plantonista por falhas relacionadas ao atendimento de uma gestante que precisou passar por uma cesariana de emergência, em 29 de abril de 2019.
Segundo a sentença, a mulher chegou ao hospital por volta das 23h04, com dores, sangramento intenso e descolamento prematuro de placenta. Apesar da indicação de parto emergencial, a cesárea foi realizada somente 48 minutos depois.
A bebê nasceu às 23h52, em parada cardiorrespiratória e sem chorar. Posteriormente, recebeu diagnósticos relacionados à falta de oxigenação durante o nascimento e permaneceu em estado vegetativo.
A perícia apontou que o tempo de espera para a realização da cesárea foi determinante para as consequências sofridas pela criança.
A Justiça fixou R$ 150 mil de indenização por danos morais para a bebê e R$ 50 mil para cada um dos pais, totalizando R$ 250 mil. Também foi determinada uma pensão mensal e vitalícia de um salário mínimo, além do custeio de cuidadores, consultas, tratamentos e possíveis cirurgias.
A família havia solicitado valores maiores de indenização e pensão, mas parte dos pedidos não foi acolhida pelo juiz.
Em nota, a Unimed Araraquara afirmou que lamenta o ocorrido e se solidariza com a família, mas informou que não concorda com a decisão e pretende recorrer. A defesa do médico também foi procurada, mas não havia se manifestado até a última atualização.
Fonte: g1.globo.com







