Estudo da MB Associados aponta impactos da redução da jornada para 40 horas semanais e defende uma adaptação gradual pelas empresas
A possível redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e o fim da escala 6×1 devem gerar impactos diferentes entre os setores da economia. Segundo levantamento da MB Associados, comércio, agropecuária, transporte e pequenas empresas estão entre os segmentos que podem sentir os maiores efeitos da mudança.
A análise foi elaborada com base em dados da PNAD Contínua do primeiro trimestre de 2026. Dos 39,2 milhões de trabalhadores com carteira assinada no país, cerca de 21,6 milhões, ou 55,2%, cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais.
Entre os setores analisados, a agropecuária possui a maior parcela de trabalhadores acima desse limite, com 71,4%, seguida pelo comércio, com 69,1%, e pelo transporte, com 64,2%. Nas empresas com até quatro trabalhadores, o percentual chega a 87,7%.
Para o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, os efeitos econômicos dependerão principalmente da capacidade das empresas de se adaptar ao novo cenário. O aumento do custo da hora trabalhada, caso não seja acompanhado por ganhos de produtividade, poderá elevar os custos de produção e pressionar preços.
O estudo considera que uma implementação gradual poderia reduzir os impactos sobre os negócios. A estimativa apresentada é de uma transição entre quatro e seis anos.
Outros países da América Latina também passaram por mudanças semelhantes. O Chile adotou a redução de 45 para 40 horas semanais de forma progressiva, enquanto a Colômbia reduziu sua jornada de 48 para 42 horas em um processo gradual.
Fonte: globalsouthworld.com.br







