Acusado responde por duas tentativas de homicídio em caso ocorrido em 2022; casal estava em uma motocicleta e sobreviveu.
O Tribunal do Júri de Ribeirão Preto (SP) julga nesta terça-feira (29) o motorista de aplicativo Reginaldo Cortês, de 56 anos, acusado de tentar matar um casal durante uma ocorrência de trânsito registrada em novembro de 2022.
O episódio aconteceu na Avenida Maurílio Biagi e foi registrado por câmeras de monitoramento. Na ocasião, o casal seguia de motocicleta quando foi atingido pelo carro conduzido pelo réu. Com o impacto, os dois ocupantes da moto foram derrubados e o veículo continuou em movimento por alguns metros, levando a motocicleta presa sob o automóvel.
A discussão teria começado depois de uma situação envolvendo a mudança de faixa dos veículos. Conforme relatado pelo motociclista na época, após o desentendimento no trânsito, os envolvidos pararam próximos a um semáforo e houve uma discussão.
O motociclista afirmou ainda que o motorista teria feito ameaças e colocado a mão embaixo do banco do carro, atitude que teria causado temor no casal. Diante da situação, o homem decidiu deixar o local levando a esposa na garupa da motocicleta.
Segundo o relato apresentado durante as investigações, o motorista teria acompanhado o casal e, posteriormente, atingido a motocicleta. A mulher que estava na garupa chegou a utilizar o celular para registrar parte da ocorrência.
Apesar da violência do impacto, os dois sobreviveram. O caso foi inicialmente tratado como lesão corporal, mas a investigação avançou e a Polícia Civil e o Ministério Público passaram a considerar a possibilidade de que o condutor tivesse assumido o risco de provocar a morte das vítimas. Com isso, Reginaldo passou a responder por duas tentativas de homicídio.
O julgamento ocorre às 10h, no Fórum de Ribeirão Preto, com a presença das vítimas e da mulher que estava no carro como passageira no momento do episódio.
A defesa do motorista declarou à EPTV que ele não teria intenção de matar o casal e afirmou que espera a absolvição durante o julgamento.
Fonte: g1.globo.com







