Tarcísio de Freitas condiciona sucesso da segurança pública à cooperação com a União, apoia a redução da maioridade penal para 16 anos e cobra atuação mais ampla das Forças Armadas
A consolidação de vitórias contra o crime organizado no país exige uma articulação profunda entre os governos estaduais e a administração federal. A avaliação é do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que defendeu a união das polícias estaduais e a participação ativa de órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Receita Federal e o Banco Central para promover a asfixia financeira das facções criminosas.
Entre os principais pontos de convergência no debate nacional sobre a segurança pública estão o apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, após ajustes na Câmara dos Deputados que preservaram a autonomia das gestões estaduais sobre as polícias e a revisão da legislação penal.
Tarcísio posicionou-se favoravelmente à redução da maioridade penal para 16 anos, argumentando que a alteração penal é necessária para aumentar a percepção de risco e punição entre os criminosos, desestimulando a prática delitiva. O governador destacou ainda a importância do combate aos crimes transnacionais por meio da cooperação internacional e do fortalecimento da inteligência em locais estratégicos, como o Porto de Santos, apontado como rota sensível do tráfico internacional.
Para a gestão estadual, o avanço nas políticas de segurança pública combina aperfeiçoamentos internos e parcerias federativas estratégicas:
- Estruturação Policial: criação de um departamento especializado no combate aos crimes digitais, ampliando as iniciativas do Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD) da Polícia Civil.
- Gestão Orientada por Metas: implementação de reuniões periódicas de monitoramento e análise de indicadores criminais lideradas pelo próprio governador, modelo inspirado no programa RS Seguro.
- Inteligência e Operações: integração contínua de dados entre as inteligências da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal, estratégia que resultou em mais de 500 operações recentes contra a lavagem de dinheiro nos setores de combustíveis e transporte coletivo.
- Atuação das Forças Armadas: defesa de um papel do Exército focado no compartilhamento de inteligência e no apoio diplomático e operacional nas fronteiras — sem restrição às operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) —, destacando a gestão do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, na preservação do equilíbrio institucional da pasta.
Fonte: Estadão







