Estudo reúne pesquisadores da UNIFAL-MG, IFSULDEMINAS e USP para analisar como fatores ambientais influenciam os horários de atividade das abelhas.
Uma pesquisa científica vai acompanhar o comportamento de abelhas sem ferrão em Poços de Caldas e Alfenas, no Sul de Minas Gerais. O objetivo é entender como fatores como temperatura, umidade e luminosidade interferem na rotina das colônias, especialmente nos horários de maior movimentação dos insetos.
O trabalho é desenvolvido em parceria entre a Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG), o Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS) e pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). Nesta etapa, serão estudadas três espécies: mandaçaia, jataí e marmelada-amarela.
Para acompanhar a movimentação, os pesquisadores estão preparando sensores com tecnologia de luz infravermelha, que serão instalados na entrada das colônias. O equipamento registra a passagem das abelhas e armazena informações ambientais, permitindo identificar os períodos de maior e menor atividade.
A pesquisa ainda está em fase de preparação dos equipamentos e testes. Posteriormente, os dados coletados em Poços de Caldas e Alfenas serão comparados com observações realizadas em Ribeirão Preto, no interior paulista.
Experimentos anteriores nessa última cidade identificaram mudanças no comportamento das mandaçaias conforme a estação do ano. Durante o inverno, a movimentação ficou mais distribuída ao longo do dia. Já no verão, foram observados dois períodos de maior atividade, no início da manhã e no final da tarde, com redução nas horas mais quentes.
Os pesquisadores também identificaram movimentação durante a noite. Entretanto, como os sensores contabilizam apenas as passagens, sem identificar o que cada abelha está fazendo, ainda são necessárias observações complementares para compreender esses registros.
A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre os ritmos biológicos das abelhas sem ferrão e sua relação com as condições ambientais. Os resultados poderão contribuir futuramente para estudos sobre conservação, manejo das colônias e avaliação dos efeitos de fatores externos, incluindo a exposição a agrotóxicos.
A colaboração entre as instituições mineiras integra um convênio de cooperação técnica firmado em 2019. O projeto conta com a participação de professores, pesquisadores, técnicos e estudantes de graduação e pós-graduação, além de especialistas da USP.
Fonte: casabranca.portaldacidade.com







