Este mês a Prefeitura de Porto Ferreira, por meio das Seção de Mobilidade Urbana, instalou na região da centenária ponte metálica João Inácio Ferreira, sobre o rio Moji-Guaçu, um equipamento que pretende evitar o trânsito de veículos pesados no local.
O equipamento de vídeo-monitoramento de controle de tráfego foi adquirido com parte de uma emenda de R$ 50 mil ao orçamento municipal, de autoria do vereador Alessandro Rossi Bertazzi, o Dentinho (PSDB).
O equipamento tem a aparência de um pequeno semáforo. Foi instalada uma unidade em cada acesso da ponte pela avenida Ângelo Ramos (centro-bairro e bairro-centro). Também foram instaladas placas anunciando a fiscalização por vídeo-monitoramento.
É uma espécie de radar que vai permitir o tráfego de veículos como vans, ambulâncias de grande porte, Unidade de Resgate dos Bombeiros e pequenos caminhões. Mas vai identificar e gerar multa a veículos pesados que eventualmente trafegarem pelo local em desobediência à sinalização, pois existem placas informando que a ponte não pode receber este tipo de tráfego.
“Com isso, poderemos ter a tranquilidade de que todos os veículos poderão trafegar pela avenida Ângelo Ramos, desde que não estejam com excesso de cargas”, explicou o prefeito Rômulo Rippa. “Agradeço ao vereador Dentinho pelo apoio e atenção com esta importante demanda”, concluiu o prefeito.
Histórico
A ponte metálica, verdadeira obra de arte sobre o rio Moji-Guaçu, foi construída em 1913 com todo o material importado da Inglaterra, de onde veio desmontada. Depois de pronta ela foi orçada em 300 contos de réis.
Na época atendia a principal estrada de rodagem fazendo a ligação da capital do Estado de São Paulo a Ribeirão Preto. Por ela também passava o ramal da Companhia Paulista de Estrada de Ferro que tinha o trem com bitola de 60 cm, fazendo ligação com a cidade de Santa Rita do Passa Quatro.
A ponte possuía nas colunas-base um mecanismo especial, que permitia em época de muito calor sua dilatação, fazendo pequeno movimento imperceptível aos seus usuários. Este mecanismo também fazia com que o tráfego de pesados vagões de trens não interferisse na estrutura.
Foi a única ligação sobre o rio Moji no município até 1958, quando foi construída a primeira ponte de concreto na via Anhanguera. Já a ponte Aécio Mennucci, que liga o Centro ao Parque Residencial Cristo Redentor, foi construída em 1988.
No início da década de 1990 o mecanismo que permitia o “jogo” da estrutura deixou de existir, uma vez que por baixo da ponte foi fixada uma tubulação de água. Assim, o volume de caminhões pesados começou a causar muita trepidação e consequente danos na estrutura.
No final da década de 1990 técnicos do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) fizeram um laudo em que apontaram a necessidade de se proibir a passagem do tráfego de veículos pesados. Na época placas foram instaladas nas proximidades dos acessos, indicando o limite de 8 toneladas por veículo.
Como muitos não obedeciam à sinalização, instalou-se posteriormente os limitadores de altura. O problema surgido é que este equipamento impedia o tráfego, por exemplo, das Unidades de Resgate dos Bombeiros. E constantemente sofriam avarias por motoristas que não percebiam a sinalização ou insistiam em trafegar pelo local com veículos de grande porte.
Por Cléber Fabbri – MTb 30.118 – Assessoria de Comunicação, Cerimonial e Eventos
Fonte: www.portoferreira.sp.gov.br







