A quem interessa uma cidade sem memória e sem história para contar? A emérita professora Emília Viotti da Costa, da USP (Universidade de São Paulo), uma das principais historiadoras brasileiras, deixou uma célebre frase que consegue apontar os rumos das artimanhas do atual gestor público de Porto Ferreira.
Emília Viotti escreveu diversos livros que são referência sobre história do Brasil Colônia, como o Da Senzala à Colônia, de 1966, que analisa a passagem do trabalho escravo ao livre na cafeicultura paulista. Era também especialista no tema “escravidão”.
A historiadora é autora da frase: "Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros".
E não é que Rômulo Rippa aprontou mais uma das suas? Sem nenhuma razão aparente, destruiu o canteiro central de pedra portuguesa da avenida Professor Henrique da Mota Fonseca Júnior, a conhecida “duas pistas” para plantar…grama. Isso mesmo: arrancou o mosaico tradicional e pôs gramíneas.
O que ele não sabe e o que pouca gente não reconhece é que a urbanização do canteiro central foi um projeto realizado pelo ex-prefeito Carlos Alberto Teixeira em seu primeiro mandato. E aquele mosaico português foi uma homenagem feita pelos executores, criando a imagem de pingos, dando a ideia da “Gota que salva”.
Esse slogan foi o mote da campanha eleitoral vitoriosa do farmacêutico Carlos Teixeira, uma pessoa que atuou pela saúde de seus clientes na farmácia. Duas décadas e meia depois, a atual administração não perdoou e feriu a memória daquele que tanto fez pela cidade. Apagou a homenagem e jogou tudo fora.
Para quem não está lembrado, a convite de Rômulo Rippa, a presença do ex-prefeito Carlos Alberto Teixeira surpreendeu muita gente na entrega da revitalização da escola do Porto Belo.
O que o ex-prefeito não esperava é uma desfeita tamanha que magoou a família ferreirense. Por qual motivo Rômulo não restaurou o mosaico do canteiro central? Por que destruiu o que estava pronto apenas para ser consertado? Quanto será que custou trocar o mosaico pelas graminhas?
Pobre prefeito que tem a mania de apagar a memória do passado de sua cidade. Relembrando a célebre frase da emérita professora Emília Viotti da Costa, pelo jeito o que Rômulo quer é deixar a cidade sem memória para deixar o povo ferreirense sem história.
Desperdício do dinheiro Público
Perguntas para reflexões:
- Será que reformar/consertar a pavimentação do canteiro central da Avenida Henrique da Motta Fonseca Junior ( "as duas pistas") não ficaria mais barato e melhor do que sua "destruição" e "reconstrução"?
- Por que o atual prefeito Rippa prefere abandonar os espaços e prédios públicos, deixando-os deteriorarem, para depois gastar com recosntrução "quase que total" ao invés de fazer manutenções preventivas e/ou corretivas?







