Enquanto houver bambu- XXXIII

Só os Aldires entenderão:

“Mas sei, que uma dor assim pungente

Não há de ser inutilmente, a esperança

Dança na corda bamba de sombrinha

E em cada passo dessa linha pode se machucar

Azar, a esperança equilibrista

Sabe que o show de todo artista tem que continuar.”

*

Que legal foi a passagem da entrevista com o prefeito RR na televisão. No fundo, os servidores trabalhando no Paço Municipal sem máscara (porque não as têm) e a 100 metros dali o povo bombando e lotando as portas das lojas.

*

Já ficou fora de moda esse quadro de programa humorístico, de humor de gosto duvidoso, no qual o prefeito aparece falando ao telefone com o locutor de uma emissora de rádio e gravando a entrevista pelo celular.

*

Como é que o prefeito estabelece que o termômetro de infravermelho seja condição essencial para a abertura do comércio? Quais serão os estabelecimentos que terão, à sua disposição, um aparelho por loja?

*

Alguém aí sabe se há no mercado brasileiro um fornecedor desse produto na quantidade suficiente para a demanda? Ou vamos usar os velhos termômetros de mercúrio para colocar no sovaco?

*

Cadê a fiscalização da Prefeitura para verificar se o decreto municipal está sendo cumprido? E como ficam as filas na porta das agências bancárias com gente falando igual maritaca e com a máscara no queixo, sem respeitar a distância? Será que o decreto é para “inglês ler”? Ou o pessoal da fiscalização continua de quarentena?

*

A Secretaria Municipal de Educação pisou na bola. Convocou por mensagem de zap-zap os professores da rede ao meio-dia de segunda-feira para que os educadores retornassem às atividades ao meio-dia e meia. Parabéns pela organização e pelo planejamento. É a cara do governo RR.

*

Bombou nas redes sociais as imagens feitas por um empresário do polo cerâmico descendo o guatambu nas “realizações” da Prefeitura Municipal na Avenida do Comércio. As críticas tiveram força, direção e sentido: gastos com pintura de faixas de sinalização horizontal e montagem dos parklets. Enquanto isso os estacionamentos estão sujos e cheios de mato.

*

Pode-se imaginar o grau de felicidade dos comerciantes que foram obrigados a baixar as portas das lojas durante a quarentena e o prefeito fazendo gracinha com o dinheiro dos impostos.

*

Comprovando as piores previsões dos últimos tempos, a Prefeitura demoliu a alvenaria no entorno da avenida Ângelo Ramos para a construção da nova rotatória. Foi tudo parar “na chon”, como dizia a dona Armênia na novela Rainha da Sucata. A pergunta que não quer se calar é a seguinte: será que algum cavaleiro ou amazona arrependeu-se do voto para prefeito nas eleições municipais de 2016?

*

Aviso aos navegantes: o ministro Barroso, do STF, comentou, de passagem, que o prazo para alterar o que estabelece a Lei Eleitoral, ou seja, a data do primeiro turno, é junho deste ano.

*

PRIMEIRO ATO

Era uma vez…uma prefeitura de uma cidade muito, mas muito distante. O prefeito Pantagruel no dia subsequente da abertura das portas do castelo, chegou ao limite da sua ignorância. Depois de ter esfregado um pouco a testa e abanado as orelhas, quis saber mais sobre a doença.

*

Por decreto dos sutis filósofos peripatéticos é ensinado que todos os problemas, todas as questões, todas as dúvidas propostas devem ser certas, claras e inteligentes.

*

Eis que o prefeito Pantagruel decidiu demolir mais uma torre de seu castelo. Não suportava mais aqueles telhados velhos e fedorentos, cheios de excrementos de cavalo.

*

Ensinaram Pantagruel que o terceiro dia deve continuar com os mesmos festins e banquetes dos dias precedentes. Naquela semana, Pantagruel pediu insistentemente para ver pagagô, mas o mestre-guardião respondeu que ele não se deixava tão facilmente ver.

*

SEGUNDO ATO

Pantagruel finalmente se encontrou com o mestre-guardião. Falaram por mais de uma hora. Terminadas as palavras, deixou o lugar, comendo. Um quarto de hora depois tendo voltado, disse que pagagô estava por aquela hora visível, porque costumava sumir vez por outra.

*

Tendo bem refeito o estômago, o prefeito Pantagruel acabou tirando grande proveito das reformas do castelo. A cidade estava deserta e desabitada. Por onde passava, era possível ver grande número de árvores carregadas de enxadas, foices, pás, picaretas, serrotes, plainas, alicates, dados e facas.

*

TERCEIRO ATO.

O julgamento do prefeito Pantagruel estava marcado. Será incontinenti sabido e conhecido por todo o mundo. Redigido nos arquivos do palácio.

*

O que fizeram de boa vontade, e lhe mandaram o melhor da cidade. Mas pobre Panúrgio, bebeu mais ainda, pois estava mais seco que um arenque defumado.

*

ATO FINAL

— Vendo o quê, disse o prefeito Pantagruel.

— Panúrgio, o que tendes para rir?

*

EPÍLOGO

Certo dia, encontraram Panúrgio um tanto triste. Desconfiaram que ele estava sem dinheiro. Agora voltemos ao bom prefeito Pantagruel, e contemos como ele se comportou no negócio. Venceu os 300 gigantes inspirado pelo a-bê-cê da lógica. Eis a armadilha.

*

E se chegou o fim da história que deram o nome de “Os horríveis e apavorantes feitos e proezas do mui renomado Pantagruel”. E nunca mais se ouviu falar nele.FIM.

*

Depois que o Ginga resolveu doar mudas de gramíneas para os ferreirenses tudo voltou ao normal. O que não pegou bem foi tentar explicar que sobrou tanta muda que dava para construir um campo de futebol.

*

O Ginga está contando com os ovos antes da galinha botar. Isso significa que sua galinha dos ovos de ouro está igual à galinha do Senhor Ramalho que bota bastante e a galinha do Senhor Raul, que bota ovos até dizer chega.

*

E não é que o Zé Faísca achou uma função em tempos de pandemia. Está anotando todos os pontos escuros espalhados pela cidade. O Zé não gosta de assistir aos shows dos artistas no Youtube, então ele pega o lápis e papel e fica registrando tudo.

*

O Cidão Chovê, a Rosinha Chuvisco, o Salvador Beleza, o Lazinho Cadeado e a Nê estão na fila faz duas semanas para tentar receber os R$ 600,00 do governo federal. Eles armaram um esquema de vender vaga na fila porque nenhum dos cinco tem celular, só telefone discado.

*

O Senhor Voto de Minerva, vulgo Cabôco Mamadô, está armando uma para seu inimigo número um. Não vai demorar muito para os dois saírem no tapa. Não é a primeira vez que um vereador sofre retaliação em praça pública. Puff!Puff!Puff!

*

O Cabôco Mamadô, que na verdade se esconde sob a toga do Senhor Voto de Minerva, quer surpreender o inimigo. Está procurando uma maneira especial de cumprir a profecia. O que estaria armando para o cabeça de mingau?

*

O passarinho verde e o anu branco querem saber qual foi a importância qualitativa e quantitativa da ferramenta eletrônica Capital Decor durante a quarentena. Uma vez que é o shopping virtual oficial da Capital Nacional da Cerâmica Artística e Decoração, pelo menos o responsável poderia informar quais negócios, efetivamente, foram realizados no período da pandemia.

*

Falando em Capital Decor, o ciúme está tomando conta do grupo político de RR. E o causador de tanta dor de cotovelo é um chefe de divisão com muito prestígio no governo municipal. Como dizem por aí, Prestígio, Choquito e Sensação é pouco para falar no popular.

*

Reza uma antiga lenda que a cerimônia de abertura de envelopes da licitação da ponte do rio Santa Rosa será feita por videoconferência, com transmissão em rede de rádio e televisão. Três empresas estão no páreo.

*

Da série a série: “Eles não vão nos pautar”. O nosso querido “Detritódromo”, lá pelas bandas do Jardim Águas Claras, também conhecido como “Famosão”, por pouco não virou cinzas. Em compensação, o terreno ao lado pegou fogo e voou fagulha para todo lado. Fiscalização que é bom só no terreno dos outros, igual pimenta.

*

Mais um capítulo da novela “Câmara à la carte”. A pedido do czar-mor RR, o Grande Ripanopovo, quer que os vereadores sejam voluntários nos testes laboratoriais para o desenvolvimento da vacina contra a Covid-19.

*

Só os Blancs entenderão:

“Glórias a todas as lutas inglórias

Que através da nossa história

Não esquecemos jamais

Salve o Almirante Negro

Que tem por monumento

As pedras pisadas do cais”

*

O título da coluna é uma homenagem aos “payaguaes” ou paiaguás, grupo indígena que, segundo a história, habitava o vale do rio da “Cobra Grande”. Tinham um código de honra que impedia que um guerreiro recuasse em batalha.

****

Afinal, do bambu saem as flechas. Enquanto ainda existir bambu, lá vai flecha.

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