O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), afirmou nesta terça-feira (11/7) que as importadoras de combustíveis, representadas pela Abicom, tentam “impedir que o mercado seja livre” ao buscarem, via Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que a Petrobras mantenha seus preços alinhados à paridade de importação (PPI).
Silveira falou com jornalistas, após visita à sede do Cade, em Brasília, onde o ministro apresentou ofício em defesa da nova estratégia comercial da Petrobras para precificação de combustíveis.
No documento entregue ao superintendente-geral do órgão antitruste, Alexandre Barreto, o MME alega que não há evidências de interferência do governo na nova prática de preços da estatal, como acusa a Abicom. O ministro pede o arquivamento da representação.
Silveira prega criatividade entre importadores
Perguntado se as discussões sobre a reconfiguração da política de preços da Petrobras poderiam avançar no Cade – e até em eventuais ações na Justiça –, Silveira respondeu que cabe ao ministério “fazer o bom debate e o bom combate para que não haja abuso de preços”.
Silveira disse que as importadoras querem “impedir que o mercado seja livre para que tenhamos solução no preço de gasolina, diesel e gás de cozinha”.
Mas ponderou que “ninguém é contra os importadores” e que, com criatividade, eles podem colaborar para que o país tenha um ambiente de negócios mais competitivo – inclusive na concorrência com a própria Petrobras.
“Pelo contrário, queremos que os importadores sejam cada vez mais criativos, inclusive para que possam criar competitividade interna”, comentou.
“Sabemos que em alguns momentos da extração de petróleo em outras localidades e outros países, por questão de contingência ou até por questão tributária, o produto importado fica até mais competitivo do que o produto explorado na costa brasileira”, completou.
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*Fonte: epbr.com.br/







