Dados extraídos do aparelho da PM indicam manipulação após disparo e contradizem versão do o tenente-coronel Geraldo Neto, marido da PM, preso pelo crime
A investigação sobre a morte da soldado da PM Gisele Alves Santana aponta que o celular da vítima foi desbloqueado e manuseado após o disparo que a matou, no apartamento do casal, no Brás, em São Paulo. Segundo a Polícia Civil, mensagens também teriam sido apagadas pelo marido, o tenente-coronel Geraldo Neto, preso preventivamente e réu por feminicídio e fraude processual.
Registros indicam acessos ao aparelho minutos depois do tiro, ouvido por testemunhas por volta das 7h28. Ainda assim, o oficial já havia acionado o 190 antes de um dos desbloqueios, o que levanta suspeitas sobre a dinâmica dos fatos.
A análise também revelou contradições nas conversas do casal. No celular do tenente-coronel não havia mensagens com Gisele no dia anterior ao crime. Já no aparelho dela, os diálogos foram recuperados e mostram discussões sobre separação, com a vítima afirmando que o marido poderia pedir o divórcio.
Para os investigadores, a exclusão dessas mensagens pode ter sido uma tentativa de sustentar a versão inicial de suicídio, já descartada por laudos periciais. O Ministério Público afirma que as provas indicam que Gisele foi morta e que houve tentativa de simular a própria morte.
Depoimentos de colegas da corporação apontam ainda um histórico de comportamento agressivo e controlador por parte do oficial. O caso deve ser julgado pelo Tribunal do Júri, enquanto a defesa nega o crime e mantém a versão de suicídio.
Fonte: g1.globo.com







