Grupo investigado pela Polícia Federal movimentou ao menos R$ 47 milhões em fraudes com empresas de fachada e “laranjas”
A Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira (25), revelou um esquema estruturado de fraudes bancárias com a participação de gerentes da Caixa Econômica Federal, falsificadores e operadores financeiros. Ao todo, a Justiça Federal expediu 21 mandados de prisão, dos quais 15 foram cumpridos, enquanto seis investigados seguem foragidos.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada e pessoas como “laranjas” para obter empréstimos milionários de forma irregular. O empresário Thiago Branco de Azevedo, de Americana (SP), é apontado como líder e responsável por coordenar as ações, incluindo a criação das empresas fictícias e o contato com gerentes bancários.
A organização era dividida em quatro núcleos: bancário, responsável pela abertura de contas e liberação de crédito; contábil, que produzia documentos falsos; financeiro, que administrava e movimentava os valores; e de cooptação, encarregado de recrutar “laranjas”.
As apurações indicam movimentação de pelo menos R$ 47 milhões, além de indícios do uso de criptoativos para dificultar o rastreamento do dinheiro. A Justiça determinou o bloqueio de bens, veículos e ativos financeiros, além da quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados.
A Polícia Federal também cumpriu mandados de busca e apreensão contra outros suspeitos. Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que colabora com as investigações e reforçou seu compromisso com a prevenção e o combate a fraudes.
Fonte: g1.globo.com







