Animal ficou preso em oficina tomada pelas chamas e foi encontrado vivo pelos bombeiros após o controle do fogo
Um incêndio registrado na tarde de quinta-feira (18) em uma oficina mecânica de Franca mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e chamou a atenção de moradores da região. Além do resgate do proprietário do estabelecimento, que ficou ferido ao tentar salvar seu cachorro, a sobrevivência do animal surpreendeu os socorristas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, um acontecimento inesperado pode ter sido fundamental para que o cachorro escapasse com vida. Segundo o sargento Leandro Henrique, o desabamento do telhado do barracão provavelmente impediu que a fumaça e os gases superaquecidos se acumulassem na área onde o animal estava preso.
Conforme explicou o bombeiro, a queda da estrutura permitiu a dispersão dos gases quentes, evitando a redução do oxigênio e a inalação de vapores em temperaturas elevadas. Na avaliação da corporação, esse fator pode ter sido determinante para a sobrevivência do cachorro.
O animal permaneceu nos fundos da oficina enquanto o fogo avançava pelo imóvel. Na tentativa de resgatá-lo, o proprietário entrou na área atingida pelas chamas, sofrendo queimaduras em diferentes partes do corpo e inalando fumaça. Ele recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado à Santa Casa de Franca.
Após o combate ao incêndio, os bombeiros conseguiram acessar o local onde o cachorro estava. Apesar do susto, o animal foi encontrado sem ferimentos aparentes.
O incêndio ocorreu em uma oficina localizada na Rua Doutor Carlos Signorelli, no bairro Vila Industrial. Segundo as informações apuradas pelos bombeiros, o proprietário realizava um serviço de soldagem em um veículo quando fagulhas atingiram o estofado do carro, provocando o início das chamas. O fogo rapidamente se espalhou pelo barracão.
Depois de controlar o incêndio, as equipes isolaram a área para o trabalho da perícia técnica. Um engenheiro da Prefeitura de Franca também foi acionado para avaliar as condições estruturais do imóvel após o desabamento parcial da cobertura.
Fonte: g1.globo.com







