Relatório enviado ao Congresso dos EUA aponta as facções como ameaça à segurança internacional, mas Brasil não foi incluído na lista de países produtores ou de trânsito de drogas
Um relatório da Casa Branca enviado ao Congresso dos Estados Unidos nesta terça-feira (15) afirma que o Brasil não adotou medidas consideradas suficientes para combater o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
Segundo o documento, as duas organizações criminosas representam uma ameaça à segurança internacional e teriam ampliado a atuação do Brasil como ponto estratégico para o tráfico global de cocaína.
O governo norte-americano defende que o Brasil adote, com urgência, medidas mais rigorosas contra as facções. PCC e CV foram recentemente incluídos pelos Estados Unidos na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras.
Apesar das críticas, o Brasil não aparece entre os 23 países classificados pelos EUA como grandes produtores ou rotas de trânsito de drogas. Também não recebeu a classificação de governo que teria falhado de forma demonstrável no cumprimento de compromissos internacionais de combate ao narcotráfico.
A presença do Brasil no relatório representa uma mudança em relação ao documento de 2025, quando o país não havia sido citado.
O relatório também aborda outros países e destaca oportunidades de cooperação dos Estados Unidos com governos da América Latina no enfrentamento ao tráfico de drogas. Washington afirma que a inclusão de um país na relação não significa, necessariamente, uma avaliação negativa sobre a atuação de seu governo, já que fatores geográficos, comerciais e econômicos também são considerados.
Fonte: dw.com







