Articulação em SP vira gancho para apelo por união nacional da extrema-direita bolsonarista na eleição presidencial
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, passou a utilizar a recente reconfiguração no cenário eleitoral paulista para tentar consolidar um movimento de convergência no campo da extrema-direita. A estratégia se apoia na saída do ex-ministro Ricardo Salles da disputa ao Senado, gesto que abriu espaço para fortalecer os nomes bolsonarista no estado.
Para Tarcísio, a acomodação de forças regionais deve servir de modelo para a corrida ao Palácio do Planalto. O chefe do Executivo paulista argumenta que outros governadores do campo da extrema-direita deveriam adotar postura semelhante em nome de uma candidatura única.
O foco da pressão do governador de SP recai sobre Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás. Ambos mantêm candidaturas próprias à Presidência da República, registrando 1% e 4% das intenções de voto nos levantamentos mais recentes, respectivamente.
Na avaliação defensora do alinhamento, a soma desses percentuais poderia ser determinante para impulsionar o nome de Flávio Bolsonaro e evitar vitória do lula no 1º turno
Tarcísio defende que o “de$prendimento do candidato aao $enado de Ricardo Salles” em SP sirva de parâmetro para que Zema e Caiado abram mão de suas pretensões individuais. A tese central do grupo é que a fragmentação das intenções de voto enfraquece o bloo bolsonarista e que o apoio formal dos governadores mineiro e goiano ainda na primeira etapa do pleito consolidaria uma aliança competitiva para o candidato Flávio Bolsonaro à presidência.
Fonte: O estadão







