Após ser desmentida pelo Ministério da Fazenda, rede assume erro de Emílio Surita e tenta estancar crise de reputação causada por desinformação financeira.
O Grupo Jovem Pan vive um momento de forte desgaste em sua imagem institucional. No começa desta semana – a última do ano de 2025, a rede foi forçada a publicar uma nota oficial de “Erramos”, acompanhada de um pedido de desculpas, após um de seus programas de maior audiência, o Pânico, disseminar informações falsas sobre a suposta taxação do Pix pelo Governo Federal.
A retratação ocorre em um cenário de pressão crescente contra a desinformação. O episódio, protagonizado pelo apresentador Emílio Surita, gerou uma reação imediata e contundente do Ministério da Fazenda e da Receita Federal, que classificaram o conteúdo como uma tentativa deliberada de enganar a população e provocar “pânico financeiro”.
Para uma empresa de comunicação que tenta se consolidar no jornalismo de notícias 24 horas, o episódio é visto como um golpe na credibilidade. Ao admitir o erro, a Jovem Pan se viu na obrigação de reafirmar seu “compromisso com a veracidade”, um discurso que soa frágil diante da gravidade da notícia falsa propagada, que atingia diretamente o bolso e a segurança financeira do cidadão.
Em nota, o Ministério da Fazenda não poupou críticas à estratégia de desinformação:
“A única verdade que mensagens falsas não querem contar é que: a partir de janeiro quem ganha até R$ 5 mil estará completamente isento do imposto de renda. Isso é o que os autores dessas mensagens não querem que a população saiba.”
A Receita Federal enfatizou que a disseminação de mentiras desse porte prejudica o debate público e serve apenas a grupos interessados em desinformar. Para a Jovem Pan, o custo desse “Erramos” vai além de uma nota no portal; ele alimenta o estigma de uma rede que, por diversas vezes, flerta com o sensacionalismo em detrimento do rigor técnico exigido pelo jornalismo profissional.
Fonte: CNN Brasil Notícias







