Resultado cresce 22,5% em um ano e é impulsionado pelos setores financeiro e de petróleo, segundo dados do governo
As empresas estatais federais registraram lucro de R$ 136,3 bilhões entre janeiro e setembro de 2025. O valor representa um crescimento de 22,5% em comparação com o mesmo período de 2024, de acordo com informações do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, divulgadas na quinta-feira, 29 de janeiro de 2026.
No mesmo intervalo, o faturamento das estatais alcançou R$ 1,017 trilhão, alta de 6,3% em relação aos nove primeiros meses do ano anterior. Os investimentos somaram R$ 86,4 bilhões, montante 34,3% superior ao registrado no período equivalente de 2024.
Das 44 empresas controladas pela União, 27 são classificadas como não dependentes do Tesouro Nacional, ou seja, precisam gerar receita própria suficiente para cobrir seus custos. Entre as 24 que divulgaram balanços até setembro, 21 apresentaram lucro e três registraram prejuízo: os Correios, com resultado negativo de R$ 6,06 bilhões, a Infraero, com R$ 19,75 milhões, e a Casa da Moeda, com R$ 3,69 milhões. As 17 estatais dependentes, como empresas hospitalares vinculadas ao SUS e a Embrapa, concentram mais de 70% das subvenções do Tesouro.
O levantamento da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais reúne dados de 39 companhias federais. Cinco ficaram fora do relatório por não terem enviado informações ao Sistema de Informações das Empresas Estatais até o fechamento do documento, entre elas a Companhia Brasileira de Trens Urbanos e a Companhia Docas do Rio de Janeiro.
O desempenho positivo foi puxado principalmente pelo setor financeiro, que obteve lucro de R$ 69,9 bilhões e respondeu por 51,3% do total apurado. O segmento de petróleo e derivados contribuiu com R$ 58,9 bilhões, equivalente a 43,2%, enquanto os demais setores somaram R$ 7,5 bilhões. O setor financeiro também apresentou o maior avanço percentual, com crescimento de 31,9% na comparação anual.
Com os resultados, as estatais distribuíram R$ 65,1 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio até o terceiro trimestre. Desse total, R$ 33 bilhões foram destinados à União e R$ 32,1 bilhões pagos aos demais acionistas.
Fonte: poder360.com.br







