Ex-presidente da Câmara afirma que afastamento da petista em 2016 abriu caminho para fortalecimento da direita no Brasil e mudança no cenário político nacional
O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Republicanos), declarou em entrevista nesta segunda-feira (13) que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), ocorrido em 2016, foi determinante para a ascensão da direita no país e, segundo ele, para a eleição de Jair Bolsonaro em 2018.
Cunha afirmou considerar que sua atuação no comando da Câmara foi decisiva no processo. Ele disse que, sem a destituição de Dilma, Bolsonaro não teria chegado à Presidência da República nem outras lideranças da direita teriam alcançado projeção nacional.
O ex-deputado, que pretende disputar novamente uma vaga na Câmara, agora por Minas Gerais, também afirmou que a retirada do PT do poder naquele período contribuiu diretamente para a reorganização do cenário político e para o avanço da direita.
Durante a entrevista, Cunha relatou ainda que costuma ser abordado por pessoas nas ruas sobre sua participação no processo de impeachment. Segundo ele, a maioria das manifestações que recebe é de apoio, embora também haja críticas.
Ele avaliou que a queda de popularidade de Dilma foi um dos fatores que influenciaram o desfecho político, citando que a ex-presidente teria chegado a índices baixos de aprovação no período anterior ao afastamento.
Fonte: otempo.com.br







