Paralisação na universidade começa nesta terça-feira e reúne reivindicações por reajustes, isonomia salarial e melhorias para estudantes
Funcionários da Universidade de São Paulo (USP) iniciam uma greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (14). A decisão foi aprovada por unanimidade em assembleia geral e conta com apoio de estudantes, que também suspendem atividades em diversas unidades.
A principal motivação do movimento é a insatisfação com a aprovação de uma gratificação exclusiva para docentes, no valor de R$ 4.500 mensais. Segundo os servidores, a medida quebra a isonomia e deixa de fora cerca de 13 mil trabalhadores técnico-administrativos da universidade.
A categoria defende que o valor total destinado ao benefício seja redistribuído entre todos os funcionários, o que resultaria em cerca de R$ 1.600 por servidor, com incorporação aos salários. Também foram aprovadas reivindicações relacionadas à jornada de trabalho, como o fim da cobrança de horas em pontes de feriados e no recesso de fim de ano.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), a adesão à greve deve atingir a maioria das unidades da universidade. A entidade afirma ainda que tenta negociação com a reitoria, mas não obteve retorno.
Os estudantes que aderiram ao movimento também paralisam as atividades e pedem ampliação do auxílio permanência, além de melhorias na alimentação oferecida nos restaurantes universitários, os bandejões.
Fonte: sbtnews.sbt.com.br







