Projeto prevê travessia em cinco minutos entre as cidades e ainda aguarda aval do TCU para início das obras
O Governo de São Paulo formalizou, nesta segunda-feira (13), a contratação de um empréstimo de R$ 6,8 bilhões para financiar parte das obras do Túnel Santos-Guarujá, considerado um dos projetos de infraestrutura mais aguardados do litoral paulista.
A proposta prevê a construção do primeiro túnel imerso do Brasil, com cerca de 1,5 km de extensão, sendo aproximadamente 870 metros submersos. A estrutura será projetada para permitir a passagem de carros, ônibus, caminhões e também veículos leves sobre trilhos, ampliando as opções de mobilidade na região.
O modelo adotado consiste na fabricação de trechos fora da água, que depois serão posicionados no fundo do mar. A previsão do governo estadual é iniciar as obras em 2026, com conclusão estimada para 2031, dependendo ainda da aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU).
Atualmente, o deslocamento entre Santos e Guarujá pode levar até uma hora, especialmente em horários de maior movimento. Com o túnel, a expectativa é reduzir esse tempo para cerca de cinco minutos.
O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou os benefícios do projeto, afirmando que a solução subterrânea evita impactos ao Porto de Santos e melhora tanto a logística quanto a qualidade de vida da população da Baixada Santista. Segundo ele, alternativas anteriores, como a construção de uma ponte, poderiam limitar a expansão portuária.
A obra integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, e é discutida desde a década de 1920 como uma solução para a mobilidade na região.
A Baixada Santista abriga o Porto de Santos, o maior da América Latina, responsável por cerca de um terço das exportações e importações brasileiras. A expectativa é que o novo túnel contribua para tornar o fluxo logístico mais eficiente e reduzir gargalos históricos no acesso ao porto.
Fonte: sbtnews.sbt.com.br







