Estimativas apontam cerca de quatro milhões de casos de inadimplência no país, ainda no início da implementação.
A adoção do pedágio free flow, sem cancelas, tem ampliado a fluidez nas rodovias, mas também trouxe um desafio crescente: a inadimplência. Ao trocar o pagamento imediato por cobrança posterior, o sistema passou a depender da decisão do motorista, abrindo espaço para o não pagamento.
Estimativas apontam cerca de quatro milhões de casos de inadimplência no país, ainda no início da implementação. O volume já coloca o problema no centro das discussões sobre o equilíbrio financeiro das concessões.
A dificuldade vai além dos números. Especialistas indicam que ainda não há base suficiente para prever com precisão o impacto do modelo, já que ele depende diretamente do comportamento do usuário, influenciado por fatores como fiscalização, facilidade de pagamento e penalidades.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres reconhece esse cenário e, por meio de norma recente, adotou medidas mais flexíveis, como prazos maiores para pagamento, indicando que o sistema ainda está em fase de adaptação.
Diante disso, cresce a avaliação de que a inadimplência no free flow ainda não pode ser tratada como um risco totalmente previsível. O desafio, neste momento, é administrar a incerteza sem comprometer contratos e tarifas, enquanto o modelo se consolida no país.
Fonte: conjur.com.br







