Negócio suspeito havia sido barrado quando o presidente do BC era Ilan Goldfan, durante o governo Temer, por dúvidas sobre a capacidade e garantias de Daniel Vocaro para almeijar a empreitada
O Banco Central autorizou, em outubro de 2019, a transferência de controle do então Banco Máxima para o empresário Daniel Vorcaro, após ter rejeitado a mesma operação cerca de oito meses antes. As duas decisões foram tomadas por unanimidade pela diretoria colegiada.
Na análise inicial, o órgão identificou inconsistências relevantes, principalmente em relação à origem dos recursos utilizados na compra. Havia suspeitas sobre a estrutura financeira da operação, o que levou à negativa do pedido. Naquele momento, o banco enfrentava dificuldades e risco de liquidação.
Após a rejeição, Vorcaro reapresentou a proposta com mudanças na estrutura, incluindo a entrada de novos sócios, apresentação de balanços auditados e reforço de capital por meio de instrumentos financeiros.
Com as alterações, a área técnica do Banco Central passou a entender que os requisitos econômicos foram atendidos e que a origem dos recursos estava devidamente comprovada. O fato de o empresário já ter participação na instituição também pesou na avaliação.
Apesar de divergências internas, prevaleceu o entendimento de que a nova proposta cumpria as exigências legais, o que poderia evitar questionamentos jurídicos em caso de nova negativa, levando à aprovação da operação.
Fonte: brasil247.com







