Fósseis e formações rochosas mostram que a região esteve submersa há cerca de 260 milhões de anos
Um sítio arqueológico localizado em Santa Rosa de Viterbo tem ajudado cientistas a desvendar um capítulo surpreendente da história geológica paulista. Pesquisas indicam que a região fazia parte do chamado “mar de Irati”, que cobria uma extensa área do interior do Brasil há cerca de 260 milhões de anos.
As primeiras evidências surgiram na década de 1970 durante a extração de calcário em uma mina da cidade. No local, foram encontrados estromatólitos, formações rochosas criadas por microrganismos em mares rasos, além de fósseis que comprovam a antiga presença de vida marinha.
Os dados foram reunidos em um inventário geológico publicado na revista científica GeoHeritage, elaborado por pesquisadores da USP, Unicamp, Unesp, UFSCar, UFPR, Instituto Florestal e Instituto Geológico de São Paulo.
Entre as descobertas mais raras estão estromatólitos gigantes com até três metros de altura, uma ocorrência registrada anteriormente apenas na Namíbia. Os pesquisadores também identificaram coprólitos, fezes fossilizadas de peixes e tartarugas, além de restos de conchas marinhas.
Segundo os cientistas, esses vestígios reforçam que Santa Rosa de Viterbo já foi uma área costeira de águas salgadas, rasas e quentes, preservando até hoje importantes registros de um passado que permaneceu escondido por milhões de anos.
Fonte: Jornal Macanudo







