Espaço idealizado por professor estimula os cinco sentidos, serve como laboratório para curso de Gastronomia e promove a inclusão de alunos com necessidades especiais
O que antes era apenas um gramado comum nos fundos da Escola Técnica Estadual (Etec) de Araras, no interior de São Paulo, transformou-se em um refúgio vivo de aprendizado, inclusão e bem-estar.
Os próprios estudantes da unidade uniram forças para construir um jardim sensorial, um espaço planejado para estimular os sentidos humanos, aliviar o estresse do dia a dia escolar e aproximar a comunidade acadêmica da natureza.
A iniciativa nasceu no ano passado, idealizada pelo professor Ezequiel Ortolan. Ao notar o potencial subutilizado da área verde da instituição, ele propôs uma mudança radical no paisagismo local.
Cores vibrantes, aromas marcantes, texturas variadas e até sabores específicos: cada elemento do jardim foi minuciosamente pensado por Ortolan para ativar os receptores sensoriais dos visitantes.
- Visão e Audição – o visual diverso das plantas contrasta com o centro do jardim, onde os alunos instalaram um lago artificial com peixes e plantas aquáticas, reaproveitando uma caixa d’água. O som sutil do ambiente convida ao relaxamento.
- Tato – texturas diferentes de folhas e caules convidam ao toque. O espaço foi estrategicamente montado próximo a uma árvore tataré, famosa por seu tronco retorcido que se assemelha a uma escultura natural.
- Olfato e Paladar – ervas aromáticas e flores comestíveis tomam conta dos canteiros.
A responsabilidade de manter o jardim vivo e bem cuidado é dos próprios alunos. Para a comunidade escolar, a iniciativa funciona como uma metáfora perfeita do papel da educação: sementes de conscientização que brotam em cada estudante, gerando frutos reais para a preservação do meio ambiente e para o fortalecimento do coletivo.
Fonte: G1 São Carlos







