Dados do IBGE mostram queda no número de brasileiros que não sabem ler e escrever, mas desigualdades regionais, raciais e etárias ainda preocupam
O Brasil alcançou em 2025 a menor taxa de analfabetismo desde o início da série histórica da PNAD Contínua Educação, do IBGE. Pela primeira vez, o índice ficou abaixo de 5%, chegando a 4,9% da população com 15 anos ou mais.
Os dados divulgados nesta sexta-feira (19) apontam que cerca de 8,4 milhões de brasileiros ainda não sabem ler nem escrever. Em relação a 2024, quando a taxa era de 5,3%, houve redução de aproximadamente 592 mil pessoas nessa condição.
Apesar do avanço, o Nordeste continua concentrando a maior parcela dos analfabetos do país. A região reúne 4,8 milhões de pessoas, o equivalente a 57,4% do total nacional, com taxa de 10,6%, mais que o dobro da média brasileira.
O levantamento também mostra que o analfabetismo é mais frequente entre idosos. Pessoas com 60 anos ou mais representam 58% dos analfabetos do país, com taxa de 13,8%. Entre aqueles de 15 a 59 anos, o índice é de 2,6%.
As desigualdades raciais permanecem expressivas. Entre pessoas com 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo é de 2,8% entre brancos e de 6,5% entre pretos e pardos. Na população idosa, a diferença é ainda maior: 7,3% entre brancos e 20,6% entre pretos e pardos.
Para o IBGE, os números refletem os avanços no acesso à educação, mas reforçam a necessidade de ampliar políticas de alfabetização voltadas a adultos e idosos.
Fonte: g1.globo.com







