Unidade estadual de alta complexidade terá 225 leitos, centro cirúrgico, exames especializados e internação psiquiátrica para desafogar a rede de saúde regional
A inauguração do Hospital Estadual Dom Diógenes Silva Matthes, em Franca, marca uma nova fase para a saúde pública na região de Ribeirão Preto. A unidade, considerada uma das mais importantes estruturas hospitalares do interior paulista, foi projetada para ampliar o acesso a serviços de alta complexidade, reduzir filas de espera e aliviar a demanda atualmente concentrada na Santa Casa de Franca.
Administrado pela Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência (Faepa), o hospital atenderá pacientes de 22 municípios que integram o Departamento Regional de Saúde (DRS-8). Quando estiver operando plenamente, contará com 225 leitos, cerca de 1,2 mil funcionários e capacidade para realizar aproximadamente 1,5 mil consultas por mês.
Entre os serviços oferecidos estarão atendimentos ambulatoriais em diversas especialidades, procedimentos cirúrgicos de alta complexidade, exames de diagnóstico avançados e atendimento de urgência e emergência por meio da regulação do sistema de saúde.
A unidade também terá estrutura voltada à oncologia, com realização de biópsias de próstata, tireoide e lesões de pele, exames fundamentais para a investigação precoce de diferentes tipos de câncer.
Outro diferencial será a disponibilização de 20 leitos para internação psiquiátrica de curta duração, incluindo atendimento para crianças e adolescentes em situações agudas que exijam acompanhamento hospitalar.
Segundo a Faepa, o novo hospital terá capacidade para assumir parte dos atendimentos que hoje sobrecarregam a Santa Casa de Franca, além de contribuir para melhorar o fluxo de pacientes em unidades de pronto atendimento e hospitais da região.
A expectativa é que a nova estrutura opere em um nível de complexidade semelhante ao do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, referência estadual na área, ampliando a oferta de procedimentos especializados sem a necessidade de deslocamentos para centros mais distantes.
A implantação dos serviços ocorre de forma gradual. As consultas ambulatoriais e exames básicos começaram em maio. Em junho foram iniciados os atendimentos de enfermaria e exames cardiológicos mais complexos. Já em julho entram em operação o centro cirúrgico, a tomografia, exames como colonoscopia e endoscopia, além das primeiras biópsias especializadas.
Com a expansão progressiva dos atendimentos, a expectativa é que o Hospital Estadual de Franca se torne um dos principais polos de saúde de alta complexidade do interior paulista, fortalecendo toda a rede regional de atendimento.
Fonte: g1.globo.com







