Estudante de 13 anos precisou de atendimento médico após consumir líquido que teria recebido substância desconhecida; caso é investigado pela Polícia Civil
Uma adolescente de 13 anos precisou ser atendida em uma unidade de saúde após ingerir água que teria sido adulterada por um colega de classe na Escola Estadual Vicente Paulo Zanchetta, localizada em Venda Branca, distrito de Casa Branca (SP). O caso aconteceu na última quinta-feira (18) e está sendo investigado pela Polícia Civil.
Segundo o Boletim de Ocorrência, um estudante da mesma sala, também de 13 anos, é suspeito de ter colocado uma substância ainda não identificada na garrafa de água da vítima. Após consumir o líquido, a adolescente relatou desconforto estomacal e sensação de formigamento na boca.
A Polícia Militar foi acionada no pronto atendimento da cidade, onde ouviu a mãe da jovem. Conforme o relato, a estudante havia levado a garrafa para uso durante o período de aulas e permaneceu na escola além do horário regular para participar dos ensaios das festividades juninas.
De acordo com o registro policial, familiares suspeitam que a adulteração tenha ocorrido durante esse período. Horas depois, a adolescente apresentou mal-estar. Na manhã seguinte, os sintomas voltaram a ocorrer e ela foi levada pelos pais ao pronto-socorro.
Funcionários da escola analisaram imagens do sistema de monitoramento e teriam identificado o momento em que o aluno suspeito manuseou a garrafa da colega. Durante a verificação, também foi constatado que o líquido apresentava um odor incomum.
A garrafa foi apreendida e encaminhada para perícia. Além disso, um recipiente plástico azul de colírio, contendo uma substância de origem desconhecida, foi encontrado com o adolescente apontado como responsável e também recolhido para análise.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que a ocorrência foi registrada como ato infracional análogo à tentativa de envenenamento de água potável ou de substância alimentícia ou medicinal. O caso é apurado pela Delegacia de Polícia de Casa Branca.
Em nota, a Secretaria Estadual da Educação informou que a equipe gestora da escola prestou atendimento imediato à aluna e comunicou os responsáveis pelos estudantes envolvidos. Segundo a pasta, a adolescente permaneceu em observação médica, recebeu alta e retornou às atividades escolares nesta segunda-feira (22).
Ainda conforme a Seduc-SP, o Conselho Tutelar foi acionado e o caso passou a ser acompanhado pela equipe regional do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP), que deverá intensificar ações de conscientização voltadas à cultura de paz, ao respeito mútuo e à boa convivência no ambiente escolar.
O estudante investigado está realizando atividades pedagógicas de forma remota, com acompanhamento da escola e de seus familiares, enquanto o caso segue sob apuração.
Fonte: g1.globo.com







