Os empréstimos inadimplentes continuam a se acumular na Argentina, frustrando as esperanças de que os sofrimentos econômicos desencadeados pelo duro programa de austeridade do presidente Javier Milei
A promessa era de um “choque de prosperidade”. A realidade, no entanto, tem sido um pesadelo de arrocho e desespero para aclasse média baixa e os mais pobres da Argentina.
O programa de ajuste fiscal radical do presidente Javier Milei, que ele próprio descreveu como “o maior da história da humanidade”, está produzindo um colapso da atividade econômica e um sofrimento social que se agrava a cada dia .
O mais recente indicador desse fracasso em cadeia é o acúmulo de empréstimos inadimplentes, uma cifra que expõe a fragilidade de um tecido social que já não suporta mais o peso da “motosserra” governamental.
A inadimplência nos empréstimos ao consumidor, incluindo cartões de crédito, financiamentos de veículos e outros bens, aumentou por 17 meses consecutivos e chegou a 12,1% em abril, o maior patamar em 20 anos, segundo os dados mais recentes do banco central do país.
A firma argentina de consultoria 1816 Economía & Estrategia estima que mais de 25% dos captadores de empréstimos já não são considerados aptos a obter crédito, o que tem impedido o consumo de se tornar um motor mais importante da economia
As esperanças de uma recuperação rápida em “V”, propagandeadas pelo governo como a luz no fim do túnel, se mostram cada vez mais uma miragem, enquanto as famílias argentinas afundam em uma crise social de proporções nunca vista.
Fonte: Valor Econômico







