Presidente diz esperar que evento ocorra de forma moderada, destaca medidas de prevenção e reforça ações para reduzir impactos de secas, enchentes e incêndios.
Durante agenda realizada nesta quarta-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo federal está mobilizado para enfrentar os possíveis impactos do El Niño, fenômeno climático que pode provocar secas, enchentes, ondas de calor e outros eventos extremos em diversas regiões do país.
Ao comentar as previsões para os próximos meses, Lula fez uma brincadeira sobre a intensidade do fenômeno. “Estou esperando o El Niño. Que ele venha calmo. Porque, se vier bravo, eu estou fervendo”, disse.
Apesar do tom descontraído, o presidente ressaltou que espera que o fenômeno não provoque grandes prejuízos ao Brasil e afirmou confiar no planejamento realizado pelo governo. Segundo ele, o país precisa estar preparado, mas também torcer para que os impactos sejam os menores possíveis.
Lula informou que uma reunião com 24 ministros e especialistas foi realizada para definir estratégias de prevenção diante da possibilidade de agravamento das condições climáticas entre setembro e novembro.
Entre as medidas anunciadas estão o reforço da estrutura de combate a incêndios, com ampliação da frota de helicópteros, aviões e veículos, além do aumento do número de brigadistas em parceria com estados e municípios. O presidente também destacou ações coordenadas pela Defesa Civil, iniciativas na área da saúde e a aquisição de 350 mil cestas básicas para atendimento de famílias que possam ser afetadas.
As declarações ocorrem em meio ao monitoramento de centros meteorológicos internacionais, que apontam elevada probabilidade de formação e fortalecimento do El Niño ao longo de 2026. Modelos climáticos indicam chances significativas de um evento de intensidade moderada ou forte, embora especialistas ressaltem que ainda existe incerteza sobre sua intensidade com tanta antecedência.
A agência meteorológica dos Estados Unidos (NOAA) também projeta alta probabilidade de desenvolvimento do fenômeno na segunda metade deste ano.
De acordo com meteorologistas, o El Niño pode alterar o regime de chuvas em diferentes regiões do país, elevar as temperaturas e aumentar o risco de eventos climáticos extremos, exigindo ações preventivas dos governos e da população.
Fonte: g1.globo.com







