A Petrobras figura entre as recomendações globais do Morgan Stanley, respeitada instituição financeira e banco de investimentos norte-americano com sede em Nova York.
A Petrobras (PETR3; PETR4) figura entre as recomendações globais do Morgan Stanley, respeitada instituição financeira e banco de investimentos norte-americano com sede em Nova York. Presente em mais de 40 países, o banco atua em gestão de patrimônio, valores mobiliários e gestão de investimentos, e sinaliza um momento favorável para o segmento petrolífero, batizado pela instituição de “Golden Age” (era de ouro).
Esse período é caracterizado pela forte procura por combustíveis, pela disciplina no aporte de recursos no mercado energético e pela valorização de organizações atreladas à economia real. A visão do banco é otimista em relação ao setor de refino da estatal brasileira, colocando refinarias complexas, empresas integradas e produtoras situadas próximas a grandes polos de consumo no centro de suas preferências.
Conforme a análise da instituição, o mercado de combustíveis demonstrou resistência ao superar três grandes crises nos últimos seis anos, emergindo fortalecido de cada uma delas. Esse comportamento fundamenta a expectativa de um ciclo de valorização contínuo para os papéis de companhias voltadas ao refino.
O banco aponta que o mercado frequentemente superestima a entrada de novas infraestruturas e subestima as paralisações na capacidade operacional atual, o que deve impulsionar as refinarias para um patamar médio superior.
No levantamento do Morgan Stanley, a Petrobras aparece ao lado de grandes nomes globais do setor, como Repsol, Sinopec, Valero e Exxon Mobil. Essas empresas foram selecionadas por estarem melhor estruturadas para gerar valor ao longo dos próximos anos.
A presença da estatal reflete uma mudança de postura de parte dos investidores internacionais, que voltam a direcionar recursos para ativos da economia real, após anos de forte concentração de capital no segmento de tecnologia e inteligência artificial.
Para a equipe de estrategistas, refinarias com capacidade de processar diversos tipos de petróleo e com localização privilegiada perto dos principais centros de consumo devem liderar os ganhos. A petroleira brasileira foi inserida justamente nessa categoria de negócios promissores.
Inserida no planejamento para o futuro da energia global, a petroleira se diferencia no grupo composto por companhias da Ásia, América do Norte, Europa e Oriente Médio. A Petrobrás ganha destaque ao unir capacidade produtiva de grande escala, estrutura integrada entre exploração e refino, além de operar em áreas de extração com um dos menores custos do planeta, localizadas no pré-sal.
Estrategistas reiteram que a tese mais atrativa do momento envolve plantas de refino de alta complexidade técnica que concluíram seus maiores ciclos de investimentos, combinando consumo firme, oferta controlada e bom retorno financeiro aos investidores.
A postura otimista contrasta com o foco quase exclusivo que o mercado deu à tecnologia nos últimos anos. De acordo com o Morgan Stanley, o mercado não deve negligenciar a economia tradicional, responsável por sustentar a atividade global e capaz de oferecer relações atraentes entre risco e retorno em fases específicas do ciclo econômico.
Fonte: Infomoney







