Castro é investigados por suposta participação em uma operação financeira que destinou R$ 3 bilhões do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores estaduais, ao Banco Master de Daniel Vorcaro
Em cumprimento a uma determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, o ministro André Mendonça retirou o segredo de justiça de mais de 50 processos relacionados às investigações sobre o banco Master. No entanto, o relator optou por manter sob sigilo um desdobramento do caso que envolve o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
Castro é apurado no âmbito das investigações por suposta participação em uma operação financeira que destinou R$ 3 bilhões do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores estaduais, ao Master.
No procedimento mantido sob segredo, o ministro indeferiu, no mês de julho, um pedido apresentado pela Polícia Federal (PF) para a realização de uma nova etapa de buscas contra o ex-governador. À época, a PF argumentava a necessidade de vistoriar um imóvel em Petrópolis (RJ) e uma sala comercial no centro do Rio, onde teria sido observada uma movimentação atípica de volumes, sob a hipótese de que outros endereços pudessem estar sendo utilizados para ocultação de materiais probatórios.
Apesar de a medida cautelar ter recebido parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), Mendonça fundamentou a negação apontando a ausência de “justa causa suficiente” para autorizar as diligências naquele momento.
A primeira fase ostensiva voltada ao ex-governador, denominada Operação Compliance Zero, ocorreu em 26 de maio deste ano. Na ocasião, com a devida autorização de Mendonça, agentes da PF cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do político, localidade situada na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense. Os autos referentes a essa etapa inicial permanecem públicos.







