Aline Alves Bugni, de 31 anos, foi encontrada sem vida dentro de uma residência. Familiares afirmam que ela já havia relatado episódios de violência e tinha receio de deixar o relacionamento.
Uma mulher de 31 anos morreu após ser baleada dentro de uma residência em Cajamar, na Grande São Paulo, na noite deste domingo (27). O principal suspeito do crime é o marido da vítima, um policial penal de 40 anos, que foi preso em flagrante.
A vítima foi identificada como Aline Alves Bugni. Segundo as informações iniciais, ela estava na casa localizada na Rua João de Moraes Tavares quando ocorreu uma discussão entre o casal. Durante o conflito, o homem teria efetuado disparos contra Aline.
O relacionamento dos dois durava cerca de dez anos e eles tinham uma filha de 9 anos. Familiares contaram que Aline já havia mencionado que era vítima de agressões e que pretendia se separar, mas teria medo das consequências da decisão.
O pai da mulher chamou a Polícia Militar depois de ouvir os tiros. Ainda conforme os primeiros relatos, ele teria sido agredido pelo suspeito após acionar os policiais. O homem sofreu ferimentos no rosto e precisou ser encaminhado a uma unidade hospitalar.
O policial penal foi levado à Delegacia de Cajamar, onde permaneceu detido. Durante o registro da ocorrência, ele teria apresentado uma versão envolvendo suicídio.
A Polícia Civil ficará responsável pela apuração do caso e deverá colher depoimentos de familiares, testemunhas e demais envolvidos. O delegado informou inicialmente que não havia elementos suficientes para classificar a ocorrência como feminicídio, situação que poderá ser reavaliada durante o andamento das investigações.
Cenário dos feminicídios
O crime acontece em meio ao aumento dos registros de feminicídio no estado de São Paulo. Conforme dados da Secretaria da Segurança Pública divulgados no primeiro trimestre de 2026, foram contabilizados 86 casos entre janeiro e março.
O número representa crescimento de 41% em comparação com os três primeiros meses de 2025. O levantamento também apontou que, no período, uma mulher foi vítima de feminicídio aproximadamente a cada 25 horas no estado.
Fonte: g1.globo.com







