Ex-go-governador de Goiás se junta a Romeu Zema no apoio ao candidato do PL, enquanto outros nomes derrotados optam pela neutralidade
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, que será disputado contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi tomada nesta segunda-feira (5) e o anúncio oficial está previsto para ocorrer nesta terça-feira (6), em Goiânia.
A posição de Caiado foi definida mesmo após a direção nacional do PSD optar pela neutralidade na disputa. De acordo com o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, os diretórios estaduais, parlamentares e demais integrantes do partido terão liberdade para escolher individualmente qual candidato apoiar.
Dessa forma, o apoio de Caiado não representa uma decisão nacional do PSD em favor de Flávio Bolsonaro. A sigla não deverá apresentar uma orientação única aos seus filiados para o segundo turno.
Antes do anúncio, Caiado se reuniu com Flávio Bolsonaro e com o senador Rogério Marinho, que coordena a campanha do PL. Segundo o ex-governador, um documento com propostas convergentes entre os dois projetos deverá ser apresentado, com destaque para áreas como segurança pública, saúde e inteligência artificial.
O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), também confirmou presença no evento em Goiânia e deverá declarar apoio a Flávio Bolsonaro.
Posições dos candidatos derrotados
Caiado não foi o único candidato derrotado no primeiro turno a se posicionar sobre a nova etapa da eleição. Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, anunciou apoio a Flávio Bolsonaro nesta segunda-feira (5). Antes disso, Zema havia afirmado que trabalharia para impedir o retorno do PT ao poder, mas ainda não havia declarado apoio nominal ao candidato do PL.
Já Augusto Cury (Avante) decidiu não apoiar nenhum dos dois concorrentes. O escritor afirmou que suas propostas poderão ser utilizadas pelo próximo presidente da República, independentemente de quem vencer a eleição.
Renan Santos (Missão) também optou pela neutralidade. O candidato informou que não apoiará Lula nem Flávio Bolsonaro e deixou os integrantes de seu partido livres para definirem individualmente seus posicionamentos.
O segundo turno da eleição presidencial será realizado no domingo, 25 de outubro. Flávio Bolsonaro e Lula foram os dois candidatos mais votados no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
Fonte: rca1.com






