Influenciador é acusado de agir como policial e intimidar guardadores de carros; Justiça determinou a retirada dos vídeos das redes sociais
O influenciador digital Hagara Espresola Ramos, conhecido como Hagara do Pão de Queijo e ex-candidato a deputado federal, tornou-se réu por suspeita de usurpação de função pública e constrangimento ilegal em Ribeirão Preto (SP).
Segundo o Ministério Público, os fatos ocorreram em junho, perto do Estádio Santa Cruz, durante um show da cantora Ana Castela. Hagara teria abordado flanelinhas acompanhado de outras pessoas, usando um colete semelhante aos de agentes de segurança. A denúncia aponta que ele teria rasgado vestimentas dos guardadores, obrigado um deles a devolver dinheiro e expulsado trabalhadores do local. Outras quatro pessoas também respondem pelos mesmos crimes.
A Justiça determinou que Instagram, Facebook e TikTok removam, em até 48 horas, os vídeos das abordagens. A suspeita de atuação como milícia privada será investigada separadamente pela Polícia Civil.
Durante buscas realizadas em julho, policiais apreenderam celulares e notebooks no escritório do influenciador. Na sede de uma empresa de segurança, foram encontrados um simulacro de fuzil e um veículo equipado com luzes azuis e vermelhas.
A defesa afirma que Hagara não cometeu irregularidades e que ainda não teve acesso à íntegra do processo. Segundo os advogados, ele foi ao local após receber denúncias sobre cobranças abusivas de flanelinhas, colaborou com as investigações e confia na Justiça.
Em depoimento, o influenciador admitiu ter rasgado o colete de um dos guardadores, mas negou ter realizado revistas ou praticado violência física. O processo seguirá para apuração das acusações.
Fonte: g1.globo.com







