Estimativa do Ministério do Trabalho aponta que 29,9% dos empregos formais estão nesse regime, com maior concentração nos setores de turismo, transporte aéreo e hotelaria.
O fim da escala de trabalho 6×1 beneficiará diretamente 14,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil, segundo estimativa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), baseada em dados de dezembro de 2025. O número corresponde a 29,9% dos 49,5 milhões de vínculos formais registrados no país, o equivalente a quase três em cada dez empregos.
A mudança prevê a adoção de uma jornada com dois dias de descanso semanal remunerado, sem redução salarial. A implementação está prevista em etapas, com redução inicial do limite semanal de trabalho de 44 para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas.
Os setores mais dependentes da escala 6×1 são os ligados ao turismo e à hospitalidade. Em dezembro de 2025, 53,2% dos trabalhadores formais do transporte aéreo seguiam esse regime. No setor de alojamento, que inclui atividades de hospedagem, o percentual chegava a 52%.
Na outra ponta, atividades como distribuição de eletricidade e gás apresentam menor presença dessa jornada, com índices de 10% e 11,8%, respectivamente.
Apesar da abrangência da mudança, os efeitos práticos podem variar entre as categorias profissionais. Isso ocorre porque nem todos os trabalhadores cumprem, na rotina, a totalidade das horas previstas em contrato.
Dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do MTE, indicam que 73,8% dos empregos formais tinham jornadas contratadas entre 41 e 44 horas semanais. Entretanto, informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que apenas 35,8% dos trabalhadores cumpriam efetivamente essa faixa de horas no primeiro trimestre de 2026. No mesmo período, cerca de 39% dos profissionais com carteira assinada já trabalhavam entre 31 e 40 horas por semana.
O alcance da medida também tem limites. Embora o Brasil contabilize aproximadamente 103,5 milhões de pessoas ocupadas, os 14,8 milhões considerados na estimativa correspondem exclusivamente aos empregos formais enquadrados na escala 6×1. Trabalhadores informais, autônomos, empregadores e servidores públicos não estão incluídos nesse cálculo.
Fonte: nsctotal.com.br







