O Governo do Estado e o Ministério da Saúde ainda não definiram a data para a campanha de vacinação antirrábica, que anualmente acontece neste período. Isto, porque no ano passado a campanha teve de ser suspensa, devido a “eventos adversos” após a troca da vacina que até então era administrada. Estes eventos foram registrados nos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo e, a partir daí, o Ministério da Saúde passou a fazer monitoramento, com preenchimento de formulários eletrônicos para a notificação dos eventos.
Neste ano de 2011, o laboratório responsável pela produção e fornecimento da vacina é o Tecpar. Ajustou-se, a princípio, que a campanha de vacinação seria realizada em duas etapas, que aconteceriam em julho e setembro. Porém, o Ministério da Saúde definiu junto ao laboratório a realização de novas análises laboratoriais no imunobiológico produzido (vacina), além de um ensaio clínico, previamente à sua utilização em campo, provocando atrasos no cronograma previsto e inviabilizando a execução da programação definida.
Dada à importância da vacinação dos animais (cães, gatos, micos e outros) como medida de prevenção e controle da raiva humana, o Ministério da Saúde fez a compra emergencial de 10 milhões de doses importadas da vacina, que serão utilizadas exclusivamente nas áreas de maior risco (naqueles locais onde tem sido observada a circulação viral).
Por esses motivos, o setor de Vigilância Sanitária da Prefeitura de Porto Ferreira informa que não será realizada a campanha de vacinação antirrábica, como nos anos anteriores. Alerta, no entanto, que é muito importante a vacinação dos animais e sugere que, na medida do possível, esta vacina seja ministrada nos animais a partir de clínicas particulares de veterinária, que podem oferecer e aplicar o produto.
A doença
A raiva é uma doença que acomete mamíferos e que pode ser transmitida aos homens. Portanto, é uma zoonose. A melhor forma de se proteger contra a doença é vacinando os animais. Além da imunização, outras dicas de prevenção da doença são: evitar deixar o animal solto nas ruas; ao passear com seu bicho de estimação, leve-o sempre na coleira; nunca separe briga de animais; cuidados ao pegar bichos machucados; não alimente e evite contato com animais desconhecidos.
Os sinais e sintomas da raiva em cães e gatos são: mudança de hábitos (buscam lugares escuros), mudança de comportamento (agitação ou agressividade), dificuldade para engolir água ou alimento, salivação abundante e paralisia das patas traseiras. A pessoa que for agredida ou mordida por um animal deve lavar o ferimento com água e sabão e procurar com urgência o serviço de saúde mais próximo.
A transmissão da raiva ocorre quando o vírus antirrábico existente na saliva do animal infectado entra no organismo, através da pele ou de mucosas, por mordedura, arranhadura ou lambedura, não existindo necessariamente agressão.
Recomenda-se, ainda, não tocar em animais desconhecidos, com comportamento estranho, feridos ou doentes; não perturbar animais quando estiverem comendo, bebendo ou dormindo; não separar animais que estejam brigando, não entrar em grutas ou cavernas e tocar qualquer tipo de morcego (vivo ou morto) e não criar animais silvestres ou tirá-los de seu habitat natural.
O responsável pelo animal precisa cuidar: da alimentação de boa qualidade, do cumprimento do calendário de vacinação, da higiene e da proteção.
Fonte: AECI/Prefeitura Municipal







