A greve dos bancários completou ontem, quarta-feira 09, vinte um (21) dias de paralisação. A federação dos bancos (Fenaban) agendou nova rodada de negociação. A reunião foi marcada para esta quinta-feira, às 10h. Logo após acontecem reuniões com a Caixa Econômica Federal e com o Banco do Brasil para tratar das questões específicas dessas instituições.
Na última sexta-feira, a Fenaban apresentou proposta de reajuste salarial de 7,1% (0,97% de aumento real para os salários e demais verbas, como vales e auxílios) e 7,5% de reajuste no piso (1,35% de aumento real). A proposta não altera o modelo da PLR, apenas reajusta em 10% a parte fixa e o teto da parcela adicional, sem alteração nos percentuais do lucro líquido distribuído.
A maioria dos trabalhadores não seria beneficiada com a mudança. Também não houve mais avanços nas cláusulas sociais. Essa proposta foi rejeitada por assembleias de bancários em todo o país.
“Os bancários estão mobilizados e continuam firme com objetivo por uma vitória fruto de uma greve de a mais de 20 anos não acontecia. Os Sindicatos orientam os bancários que ainda não aderiram ao movimento reivindicatório a aderirem imediatamente, visando pressionar os bancos a apresentar uma proposta que realmente atenda os interesses da nossa classe”, conclama Aldo Fio Rocha, diretor do Sindicato dos Bancários de Piracicaba e Região e Delegado junto a Federação dos Bancários de São Paulo e Mato Grosso.
A FENABAN destaca que o piso salarial da categoria subiu mais de 75% nos últimos 7 anos e os salários foram reajustados em 58%, ante uma inflação medida pelo INPC de 42%. Ou seja, somente o piso salarial registrou aumento real de 23,21%.







