Em maio de 2019 a Prefeitura de Porto Ferreira, por meio da Secretaria de Infraestrutura, Obras e Meio Ambiente, deu início à construção da Praça do Ferroviário, junto ao antigo viradouro de trens localizado atrás do Calçadão Neno Perondi e do antigo prédio da descaroçadora de algodão.
A Praça do Ferroviário visa preservar a memória de uma das atividades econômicas que foram fundamentais para o início do desenvolvimento do município.
Oito meses depois de anunciar com pompas e circunstâncias ter gasto R$ 35 mil em recursos de emenda parlamentar, o que se vê hoje é o retrato do desrespeito ao patrimônio histórico da cidade.
O prefeito que não respeita o cidadão acredita que o povo tem memória fraca. Mas esse trecho a seguir, entre aspas, do texto institucional retirado do site da Prefeitura, mostra como a incompetência impera nesse atual governo:
“No local, está sendo erguida uma parede que remete ao desenho das antigas estações ferroviárias, além de uma rampa de acesso até o Calçadão. O viradouro de trens será todo revitalizado e o local também vai abrigar outros equipamentos que faziam parte do ciclo ferroviário do município, como a estrutura da ponte retirada sobre o córrego Santa Rosa quando da duplicação da avenida Rudolf Streti (sic), além de outros objetos que estão hoje ao lado do Anfiteatro Isaltino Casemiro, como o guindaste”. É o que diz o texto na íntegra.
A grana do contribuinte virou capim, mato alto e ferrugem. Se um turista quiser visitar aquele espaço vai encontrar um desmazelo tamanho que envergonharia João Inácio Ferreira e os próprios ferroviários que deram o seu suor para o desenvolvimento da cidade. Que desrespeito.
Agora vem a parte mais triste: onde estão as placas contendo os nomes de todos os ferroviários que atuaram no município. Sabe-se que muitos deles vieram de outras cidades para trabalhar na antiga Companhia Paulista de Estradas de Ferro e por aqui se estabeleceram, com muitos de seus descendentes morando até hoje em Porto Ferreira.
Para piorar basta entender o tom da promessa não cumprida: onde estão as calçadas no entorno? Onde foram instalados os bancos? E onde foi gasto o dinheiro do povo para executar o paisagismo daquela região da cidade? O resultado é um cenário entristecedor.







