Se as redes sociais entraram em definitivo nas campanhas eleitorais, principalmente a partir da disputa de 2018, agora a pré-campanha também ganhou protagonismo na internet
A melhora na produção de vídeos, a divulgação de mensagens de divulgação e até os podcasts entraram na mira dos pré-candidatos da região, que buscam manter seus nomes nas mentes dos futuros eleitores.
Análise
Para o cientista político Nilton Tristão, as redes sociais devem ser entendidas como a extensão identitária do indivíduo. Um local fundamentado nos princípios do engajamento e interação, organizados por uma arquitetura algorítmica. “A partir deste cenário, a busca por relações interpessoais, baseadas nos contatos presenciais, foi preterida por conexões estabelecidas através do ciberespaço”, diz .
“Transpondo ao campo eleitoral, essa ferramenta possibilita que o candidato deixe de confabular com centenas e passe a dialogar com milhares de sufragistas. Inclusive, formando nichos de apoiadores e construindo comunidades baseadas em afinidades. Lembrando, que foi graças a mecanismos como Whatsapp, Instagram e Facebook que o debate ruidoso sobre posicionamento ideológico retornou a agenda política nacional”, segue o especialista.
Tristão afirma que nas redes sociais o conteúdo, persona e narrativa substituem a necessidade do contato físico.
“Obviamente, os candidatos e estrategistas perceberam a força deste meio e as suas enormes vantagens para potencializar a exposição do projeto eleitoral. Sinteticamente, em tempos passados onde a aparição em programas televisivos era o elemento mais importante para qualquer postulação, hoje, esse universo foi ocupado pelo tráfego pago”, completa.
*Fonte: www.reporterdiario.com.br







