Confirmação do diagnóstico de Alice Dipres traz alerta sobre os perigos da doença transmitida por carrapatos e mobiliza autoridades de saúde. O diagnóstico definitivo foi emitido na sexta-feira (26) pelo Instituto Adolfo Lutz,
A confirmação da causa do falecimento da pequena Alice Dipres, de apenas 9 anos, trouxe um sentimento de profunda tristeza para os moradores de Leme e dos municípios vizinhos. A Prefeitura de Leme oficializou neste sábado (27) que a criança, que perdeu a vida no último dia 18 de junho, foi vítima de febre maculosa.
O diagnóstico definitivo foi emitido na sexta-feira (26) pelo Instituto Adolfo Lutz, órgão responsável pela análise do exame.
A perda precoce da menina gerou uma onda de lamentações na internet, onde diversos moradores expressaram solidariedade e dor através de publicações nas redes sociais. Em uma das mensagens de carinho, a munícipe Isabel Quirino destacou que a lembrança de Alice será eterna, sendo complementada por outra usuária que recordou a doçura e a simpatia da garota.
Diante do ocorrido, o setor de Zoonoses juntamente com a Vigilância Epidemiológica da cidade trabalham na apuração dos Locais Prováveis de Infecção (LPI).
De acordo com a Vigilância, os pontos considerados de risco no município contam com placas de aviso há bastante tempo, recebem vistorias regulares e continuam sob constante monitoramento e identificação.
A febre maculosa se caracteriza como uma infecção severa desencadeada por uma bactéria, cuja transmissão ocorre por meio da picada de carrapatos infectados. Esses parasitas costumam ser hospedados e transportados por animais de diferentes portes, incluindo cães, cavalos e capivaras. Como os sintomas iniciais surgem de forma repentina e se assemelham aos de outras enfermidades, especialistas reforçam a necessidade de relatar ao profissional de saúde caso o paciente tenha visitado ambientes com vegetação. As principais manifestações da doença envolvem febre elevada, dores severas na cabeça, dores persistentes nos músculos, além de enjoos, vômitos e quadros diarreicos.
Medidas de prevenção fundamentais:
- Atenção aos avisos: é primordial respeitar as placas de sinalização. Caso surjam sintomas entre dois e 14 dias após frequentar essas áreas mapeadas, deve-se buscar auxílio médico imediatamente e relatar a suspeita de exposição ao carrapato.
- Cuidados com a vegetação: recomenda-se manter os gramados bem aparados e fazer a remoção constante de folhas secas, já que o parasita se desenvolve em locais com umidade, como a parte inferior de folhagens, e busca as extremidades mais altas das plantas.
- Uso de proteção: para atividades ou passeios em ambientes arborizados, como praças, parques e propriedades rurais, indica-se a aplicação de repelentes que contenham o princípio ativo icaridina.
- Inspeção corporal: ao retornar de áreas verdes, é indispensável examinar o próprio corpo em busca de parasitas. A preferência do carrapato é por regiões com pele mais fina e que concentram umidade, a exemplo das axilas, da virilha e da parte posterior das orelhas.
Fonte: G1 São Carlos







